Polícia

Confusão entre vizinhos termina com disparo de arma e lesão corporal

Uma confusão entre vizinhos terminou com disparo de arma de fogo e investigação por possíveis crimes de lesão corporal e disparo em via pública na tarde deste domingo (20), no bairro Palmital (zona norte). O caso envolve um auxiliar de necropsia da Polícia Técnico Científica, que trabalha em um município próximo a Marília. Som alto teria sido estopim para a ocorrência.

De acordo com as informações apuradas pela reportagem, a Polícia Militar foi acionada por volta das 16h para atender uma ocorrência de perturbação do sossego.

No local, testemunhas relataram que um homem, identificado como auxiliar de necropsia da Polícia Científica e genro de uma moradora, teria discutido com participantes de uma festa na casa ao lado.

Durante o desentendimento, ele teria sacado sua arma e efetuado um disparo para o alto, o que teria causado correria entre os presentes. Após o disparo, o autor deixou o local em um veículo Chevrolet Onix vinho.

Mais tarde, o autor se apresentou espontaneamente na delegacia, onde alegou que agiu para proteger sua sogra – moradora no no local e pessoa prejudicada pelo som alto – e também a esposa, que estariam sendo ameaçadas verbalmente pelos moradores barulhentos e convidados.

Segundo seu relato, um dos envolvidos na confusão teria o desafiado a atirar. Temendo pela integridade da família, ele realizou o disparo com sua pistola funcional, calibre .40, pertencente à Polícia Técnico Científica do Estado de São Paulo.

O homem disse que, em 23 anos de serviço público, nunca precisou usar sua arma, exceto em treinamento. Ele lamentou a situação e disse estar à disposição da Polícia Civil para os esclarecimentos.

A esposa do agente, que também esteve envolvida no tumulto, apresentou escoriações em uma das mãos, aparentemente causadas durante a confusão. Ela pode ter sido vítima de lesão corporal, em situação que será apurada.

O delegado que registrou o caso mandou apreendeu a arma e as munições do Estado. Um cartucho deflagrado foi apresentado por um homem envolvido na confusão, que teria discutido com o servidor e sido repelido pelo tiro.

O caso segue sob apuração como disparo de arma de fogo (art. 15 do Estatuto do Desarmamento) e lesão corporal (art. 129 do Código Penal).

Carlos Rodrigues

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