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Como adubar sua zamioculca com borra de café sem atrair moscas

Não adianta negar: a ideia de usar borra de café como adubo parece um truque mágico para as plantas. Mas se você já tentou fazer isso com a zamioculca e viu mosquinhas rodeando o vaso dias depois, saiba que não está sozinho. Embora a borra tenha nutrientes valiosos, seu uso incorreto cria um ambiente propício para pragas e fungos. A boa notícia? Dá para aproveitar esse resíduo sem transformar seu cantinho verde num banquete de moscas — e sua zamioculca agradece.

A borra de café é boa para a zamioculca?

A borra de café contém potássio, nitrogênio e fósforo — nutrientes importantes para o crescimento saudável da zamioculca. No entanto, o segredo está na forma de aplicação. Essa planta é conhecida por sua rusticidade e baixa exigência em matéria orgânica. Por isso, exageros podem acabar sufocando as raízes ou desequilibrando a drenagem do solo.

Além disso, quando a borra é deixada exposta no vaso, ela fermenta e libera um leve odor adocicado. Esse aroma atrai drosófilas e outras mosquinhas de umidade, que rapidamente fazem ninho no substrato.

Como adubar sua zamioculca com borra de café

Misture a borra com outros elementos secos

O erro mais comum é aplicar a borra pura diretamente sobre o solo. O ideal é fazer uma mistura equilibrada com material seco, como casca de arroz carbonizada, areia grossa ou até folhas secas trituradas. Isso ajuda a manter a leveza do solo e evita a compactação, permitindo que as raízes respirem.

A proporção ideal é de 1 parte de borra para 3 partes de material seco. Com isso, você reduz a umidade superficial e dificulta o aparecimento de moscas.

Deixe secar antes de usar

Se você guarda a borra logo após coar o café, ela ainda está úmida — e é aí que mora o problema. O truque é simples: espalhe a borra em um pratinho e deixe secar ao sol ou à sombra por 1 a 2 dias. Só depois disso ela deve ser misturada ao substrato. Essa secagem elimina a umidade que atrai os insetos e inibe a fermentação.

Uma borra seca e inodora é praticamente invisível para as mosquinhas.

Adube a zamioculca a cada 40 dias

Diferente de outras plantas que precisam de fertilizações frequentes, a zamioculca prefere solos mais pobres. Use a mistura com borra de café seca apenas a cada 40 ou 60 dias, aplicando uma fina camada superficial, sem enterrar profundamente.

Evite regar logo após a adubação. Espere de 1 a 2 dias para regar, dando tempo para a mistura se integrar ao substrato e evitando criar umidade excessiva.

Nunca use a borra se a planta estiver encharcada

Outro erro que atrai moscas é aplicar a borra quando o solo já está úmido. A zamioculca detesta excesso de água — suas raízes tuberosas podem apodrecer com facilidade. Se o solo estiver encharcado, espere secar antes de adubar. A combinação de borra e umidade é um prato cheio para insetos e fungos.

Sempre verifique a drenagem do vaso: ele precisa ter furos na base e um bom sistema de escoamento.

Truque extra: cobertura com areia ou pedriscos

Depois de aplicar a borra seca e a mistura orgânica, finalize com uma camada fina de areia lavada ou pedriscos. Isso cria uma barreira física que impede as moscas de acessar o solo para depositar ovos. Além de funcional, esse acabamento deixa o vaso com um visual mais elegante e limpo.

Se você notar qualquer surgimento de mosquinhas mesmo após esses cuidados, retire a camada superficial e repita o processo com material mais seco.

A zamioculca responde melhor ao cuidado equilibrado

Adubar com borra de café pode ser um ótimo reforço nutricional — mas, quando feito sem critério, transforma o vaso num criadouro de moscas. A chave está no equilíbrio: menos é mais quando se trata de zamioculca. Com adubações espaçadas, substrato leve e aplicação cuidadosa, ela cresce vigorosa, com folhas brilhantes e nenhum inseto rondando por perto.

Mais do que uma planta decorativa, a zamioculca é uma verdadeira companheira de espaços internos — e merece cuidados simples, mas eficazes, para se manter saudável.

Fabiano Souza

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