Com reunião presencial, realizada a última quinta-feira (21) no Centro da cidade, comerciantes de Marília se articulam para abrir as portas e receber clientes a partir do dia 1º de junho, independente de abrandamento ou não da quarentena decretada no Estado.
O movimento teria nascido em grupos de WhatsApp, onde circula lista com os nomes de cerca de 70 estabelecimentos, principalmente do setor de alimentação fora de casa, como restaurantes, bares, lanchonetes e docerias.
Reunião presencial, com afastamento físico de um metro e uso de máscaras, aconteceu na rua Prudente de Moraes e contou com cerca de 80 pessoas, segundo fontes ouvidas pelo Marília Notícia.
Empresários disseram ao site que a intenção é trabalhar com cautelas de higiene e afastamento entre pessoas – na eventual abertura – mas que não pretendem acatar decisão que prolongue a quarentena.
“Muitos não vão abrir mais, já estão falidos hoje, dia 22 de maio. Se a gente não puder trabalhar a partir de junho, não vai mais precisar de autorização do governo, porque não teremos mais empresa. Só teremos dívidas”, disse uma empresária, que relatou ter participado do encontro presencial.
Dono de restaurante estabelecido na cidade relatou que parte dos empregos no setor já foram perdidos. “Eu tinha 50, mas já demiti quase 20 e coloquei outros no programa de suspensão. Não dá para calcular o prejuízo. Quem sobreviver, vai encolher pela metade, a um quarto” afirmou.
O prefeito Daniel Alonso (PSDB), em transmissão ao vivo na quinta-feira (21) mencionou explicitamente o risco de desobediência civil na cidade, mas pediu paciência. “Vamos esperar mais um pouquinho, já estamos sofrendo há mais de 60 dias, vamos esperar mais uma semana”, disse o prefeito.
Vale lembrar que além do decreto estadual que prorroga a quarentena, impedindo atividades e impondo restrições, o município de Marília ainda está sob tutela da Justiça. A Prefeitura foi condenada em ação movida pelo Ministério Público a cumprir as mesmas regras do Estado, durante a pandemia.
O presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Marília, Sinval Gruppo, afirmou ao MN que uma reabertura sem amparo legal “seria a última opção”. Antes, a entidade ainda conta com mandado de segurança a ser julgado e decisão por decreto do próprio prefeito e do governador, para flexibilizar a partir de 1º de junho.
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