Um painel estatístico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra o perfil detalhado das 1.147 pessoas que atualmente estão privadas de liberdade — ou são foragidas — em ordens judiciais vinculadas às varas da Comarca de Marília, incluindo Justiça Estadual e Federal.
Os dados foram atualizados nesta terça-feira (9) e têm como referência as informações transmitidas pelos diferentes órgãos do Poder Judiciário.
A maioria está em execução definitiva (675 pessoas), seguida por presos em execução provisória (203) e detidos em caráter preventivo (252).
Há atualmente 12 presos internados e cinco pessoas que respondem a processos civis e estão em cárcere. O sistema também aponta 403 procurados e apenas quatro monitorados eletronicamente.
O painel reúne todas as ordens de prisão expedidas pelas varas criminais, de execuções penais e demais unidades do Judiciário de Marília, incluindo demandas da Justiça Federal quando envolvem mandados da Comarca.
É importante pontuar que os números não refletem a situação das unidades prisionais da cidade, que recebem presos de outras comarcas do Estado de São Paulo, mas abrangem detentos condenados na cidade — que cumprem pena fora ou estão foragidos.
Raça e gênero
Segundo o painel, apenas 7,83% das pessoas privadas de liberdade (84 indivíduos) se declararam pretas. O levantamento não esclarece, porém, se a classificação é feita por autodeclaração ou com base em documentos pessoais dos reclusos.
Pretos e pardos formam o maior grupo dessa parcela da população, com 40,33% dos alvos de ordem de prisão pela Justiça de Marília.
Os declarados brancos representam 36,4%, enquanto 22,8% aparecem distribuídos entre categorias como “outras” e “não informado”.
No recorte por sexo biológico, o sistema mostra que 94,2% são homens, enquanto 5,8% — 66 pessoas — nasceram mulheres.
Os gráficos de identidade de gênero e orientação sexual apontam predominância absoluta de registros como homens heterossexuais, com percentuais simbólicos para outras categorias ou dados não informados.
A maior concentração está na faixa entre 30 e 39 anos, com picos próximos de 400 registros. Também há informações sobre pessoas privadas de liberdade em situação de vulnerabilidade, com destaque para idosos, que somam 27 reclusos.
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