Marília

Com índice de 19%, Marília registra a menor umidade relativa do ar no ano

Cidade registrou menor umidade do ar do ano nesta segunda-feira (Foto: Gabriel Tédde/Marília Notícia)

Marília registrou a menor umidade relativa do ar na tarde desta segunda-feira (7), com índice de apenas 19%, provocando um aumento de problemas respiratórios e a consequente procura por atendimento médico em diversas unidades de Saúde de Marília.

O último registro de precipitação na cidade foi no dia 13 de julho, mas com apenas 0,4 milímetros de chuva, considerado irrisório para melhorar as condições da falta de umidade do ar.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), antes do dia 13 de julho, a última chuva havia sido registrada no dia 15 de junho em Marília, com 20,6 milímetros de precipitação. De lá para cá teve início a estiagem na região.

Nesta segunda-feira (7), às 14h, a umidade do ar mínima em Marília chegou a atingir 19%, com máxima de 21%, considerado muito baixo. Desde o início do ano, esse foi o menor registro. Situação parecida havia sido registrada no dia 15 de julho, às 15h, com umidade mínima de 19% e máxima de 25%.

O ar seco que atinge a cidade merece atenção, pois essa condição eleva à concentração de poluentes, e pode aumentar em 50% o risco cardíaco de pessoas com alguma vulnerabilidade, como comprometimento coronário.

As unidades de Saúde ficaram cheias nesta segunda-feira, com muita gente com quadros de tosse. O jornalista Fernando Garcia foi um dos pacientes que precisou de atendimento. Desde quinta-feira (3) com o nariz escorrendo, a garganta ardendo e dor de cabeça, os sintomas pioraram no final de semana.

“Fui trabalhar nessa segunda-feira, mas precisei ir ao médico. Havia muitas pessoas tossindo no Pronto Med. O atendimento demorou em torno de uma hora e meia, pois havia muitos pacientes, bem mais que em dias normais. Fui diagnosticado com infecção aguda nas vias aéreas superiores. O médico prescreveu injeção, antibióticos e antialérgicos, além de descanso de quatro dias”, conta Garcia.

Jornalista procurou atendimento médico após sentir reflexo do tempo seco em Marília (Foto: Arquivo pessoal)

RISCO CARDÍACO

Para manter a pressão arterial com os vasos dilatados, o coração precisa trabalhar e bater mais forte. Além de o coração fazer mais esforço, os poluentes do ar promovem uma irritação no pulmão.

Para amenizar os desconfortos causados pela baixa umidade relativa do ar, é preciso ingerir bastante líquido, espalhar panos ou baldes com água em ambientes da casa, principalmente no quarto, ao dormir, ou utilizar umidificadores de ar; evitar grandes aglomerações, evitar carpetes ou cortinas que acumulem poeiras, além de evitar roupas e cobertores de lã ou com pelos.

Ainda é preciso evitar exposição prolongada a ambientes com ar condicionado, manter a casa higienizada, arejada e ensolarada; lavar nariz e olhos com soro fisiológico algumas vezes ao dia, trocar comidas com muito sal ou condimentos por alimentos mais saudáveis; e evitar exercícios físicos entre às 10h e às 17h.

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Alcyr Netto

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