Marília

Imóveis comerciais ‘patinam’ com home office

O mercado de imóveis, impactado pela pandemia, sente ligeira reação em Marília neste ano. O segmento residencial é o que tem respondido melhor à retomada das atividades. Já os negócios envolvendo prédios comerciais encontram mais resistência e dependem de melhora significativa da economia.

Em março, segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), as locações na cidade reagiram pelo menos 5% sobre o mês anterior. Os dados de abril ainda não estão consolidados, mas apontam tendência de elevação, mesmo que tímida.

O delegado regional do Conselho, Hederaldo Benetti, afirma que a recuperação é sentida desde o início do ano. Mesmo com as variações nas diferentes fases do Plano São Paulo e avanço da pandemia, o mercado reagiu de forma relativamente homogênea ao longo dos meses.

“Vemos um aumento nas locações, mais expressiva no residencial. As pessoas estão voltando a procurar. E quem está buscando imóvel, está movimentando várias faixas de valores de aluguel. É lenta [a recuperação], mas é positiva”, afirma.

O mercado de imóveis em Marília recuperou, segundo os cálculos de Benetti, entre 8% e 10% do vigor perdido frente à pandemia. Por isso, ainda está longe da realidade de fevereiro de 2020, antes da crise sanitária provocar a paralisia na economia brasileira.

“Falta muito para voltarmos àquela condição. Infelizmente muitas empresas fecharam, aumentou o estoque de imóveis para locação de forma visível em todos os lugares. Com certeza vai levar anos para termos o mesmo nível de ocupação que havia no início do ano passado”, analisa.

HOME OFFICE

No segmento comercial a grande dificuldade, admite o corretor, é a continuidade do home office – há 13 meses – para muitas atividades.

Ao longo desse período só aumentaram as empresas que descobriam os benefícios de operar de forma remota, sem a necessidade de espaço físico para manter seus negócios.

Essa tendência exige novos desafios para o mercado. “Temos que ter atrativos para mostrar ao empresário que vale a pena se instalar em um bom ponto comercial, ter um lugar confortável, amplo para receber seu cliente, oferecer um ambiente seguro e adequado para o funcionário. É um desafio para todos, mas aos poucos a situação tende a se normalizar”, conclui Benetti.

Carlos Rodrigues

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