CANDIDO1 BSB DF CPMI/CARLOS CACHOEIRA - NACIONAL - O deputado Candido Vacarezza (PT SP), durante reuniao da CPMI do Cachoeira, no Senado Federal, em Brasilia. 22/05/2012. FOTO:DIDA SAMPAIO/AE
Réu da Operação Lava Jato, o candidato a deputado Cândido Vaccarezza (Avante-SP) não conseguiu vaga na Câmara nas eleições 2018. O ex-líder dos Governos Lula e Dilma na Casa teve 5.297 votos ou 0,03%.
O candidato mais votado em São Paulo foi Eduardo Bolsonaro (PSL), com 1.843.735 votos ou 8,74%, recorde histórico. O último a conseguir vaga na Câmara foi Guiga Peixoto, também do PSL, com 31.718 votos ou 0,15%.
Até esta segunda-feira, 8, Vaccarezza havia declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um gasto de R$ 5 mil da campanha com um escritório de advocacia. O ex-deputado relatou ter recebido R$ 250 mil de receitas do próprio partido.
Vaccarezza foi preso em agosto de 2017 na Operação Abate, 44.ª fase da Lava Jato. Ele e outros nove investigados foram denunciados pelo Ministério Público Federal, no Paraná, por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro. Todos são acusados de envolvimento em um esquema de corrupção relativo ao fornecimento de asfalto à Petrobras.
Moro mandou, dias após a captura, soltar o ex-deputado com imposição de seis medidas cautelares. Na lista, uma fiança de R$ 1,5 milhão.
O ex-parlamentar deixou a cadeia sem pagar o montante. Em julho deste ano, mesmo devendo R$ 1,5 milhão, o ex-deputado criou uma lista no WhatsApp para arrecadar valores para sua campanha a deputado federal nas eleições 2018. A “vaquinha” de Vaccarezza foi revelada pela reportagem do Estadão.
Desde o início de agosto, o juiz federal Sérgio Moro cobra a fiança de Vaccarezza. No fim de setembro, o magistrado estendeu o prazo para o ex-deputado apresentar uma carta de fiança.
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