Marília

Coletores pedem ajuda da população para identificar seringas e vidros no lixo

 

Diversos moradores de Marília não têm descartado adequadamente seringas e restos de vidros no lixo domiciliar. (Foto: Divulgação)

Tudo o que o coletor de resíduos sólidos Marcos Roberto da Silva aos 40 anos não quer é que lhe aconteça algum acidente de trabalho. E isso não está muito difícil de acontecer não! Diversos moradores de Marília não têm descartado adequadamente seringas e restos de vidros no lixo domiciliar.

Ele conversou na tarde desta quinta-feira (31) com a assessoria de imprensa da Prefeitura e falou sobre o assunto.
Casado e prestes a ser pai do seu segundo filho, Marcos está muito preocupado com sua saúde, pois tem aumentado e muito o encontro de materiais que podem machucar os coletores.

“Praticamente todos os dias nós coletores somos surpreendidos com esses materiais. Nós ficamos com muito medo, pois isso pode trazer alguma doença ou até mesmo nos ferir fisicamente”, disse Marcos. Há oito anos ele trabalha na Prefeitura de Marília como coletor.

O descarte de vidro, seja quebrado ou não, e outros objetos pontiagudos e cortantes como seringas e agulhas, precisam de bastante atenção para não machucar os coletores de lixo e os catadores de materiais recicláveis, mesmo que eles estejam utilizando equipamentos de segurança.

Marcos diz que algumas soluções bem simples podem ser adotadas para prevenir acidentes. “Quando tiver que jogar fora o vidro, o mais adequado é colocar em uma embalagem de papelão devidamente identificada e com alerta, como, por exemplo, “cuidado: vidro quebrado. Outra alternativa é embrulhar o vidro ou os cacos com bastante jornal, colocar numa sacola separada dos demais resíduos e descartar de maneira segura, identificando o material. Já no caso de latas, deve-se lavar a embalagem, fechar a tampa para dentro da lata e separar para os resíduos recicláveis”, diz o servidor público.

As seringas que não deveriam ser descartadas no lixo domiciliar é outro problema para os coletores de Marília.

“Pedimos para que quem não consiga descartar em local apropriado, que pelo menos coloque a agulha dentro de uma garrafa pet ou uma embalagem mais resistente. Por diversas vezes na correria, nós vamos pegar o lixo e nos perfuramos com esses materiais”, disse.

Recentemente Marcos publicou nas redes sociais um apelo para os moradores marilienses. “Olha a falta de respeito com nós coletores. Infelizmente alguns pensam “resolveu meu problema”. Por favor gente não seja igual esta pessoa que fez o descarte de maneira errada desta seringa”, disse. Marcos trabalha na Zona Leste de Marília no período da manhã.

Amanda Brandão

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