Marília

Colégio PM confirma suspensão por dois anos

O anúncio de que a unidade de Marília do Colégio PM – mantido pela organização Cruz Azul de São Paulo – vai suspender as atividades pegou pais e responsáveis de surpresa. A instituição é reconhecida como referência pela qualidade de ensino e funcionava em Marília há apenas dois anos.

Pais organizaram uma petição online para sensibilizar a diretoria da Cruz Azul de São Paulo. Em apenas três dias, foram registradas 2.311 assinaturas.

A dona de casa Andreia de Oliveira, 47, tem um filho de 15 anos no estabelecimento. Ele é bolsista integral e, segundo ela, teve grande desenvolvimento após o início dos estudos na unidade.

“Ele está triste, nós também, porque é o sonho dele. De alguma forma, por ele estudar no Colégio PM já estava mais próximo da carreira que ele sonha, nas Forças Armadas. O colégio é muito bom. Nosso desejo é que esse apelo seja ouvido por quem tem poder de decisão”, disse.

Antes de receber o Colégio PM, o prédio já funcionava como escola, ocupado por outras empresas do ramo educacional. A instituição conta com cerca de 200 alunos.

“Nunca foi cobrado isso, então estamos estranhando essa mudança radical. Talvez não seja exatamente o que está sendo alegado, uma simples questão de adequação de prédio. Foi muito difícil trazer o Cruz Azul para Marília para perdermos assim”, afirmou um pai de aluno ao Marília Notícia.

A reportagem apurou ainda que o prédio é alugado e teria passado por ampla reforma, exatamente para atender às necessidades da escola – há apenas dois anos.

Outro lado

Em nota ao site, a instituição não fala em fechamento, mas em suspensão. “A Cruz Azul de São Paulo esclarece que serão suspensas as atividades escolares pelo prazo de dois anos, conforme estabelecem as normas em vigor”.

Por meio do setor de comunicação, a instituição diz ainda que “a decisão se fundamentou no Relatório Técnico de Habitabilidade e Inflamabilidade (RTHI), realizado em julho de 2020, por empresa auditora externa contratada”.

O relatório teria chegado à conclusão final que o prédio “não se encontra adequado para habitabilidade escolar, em virtude de falta de acessibilidade a deficientes, questões estruturais, e de prevenção contra incêndio”.

A entidade informou ainda que as atividades escolares serão mantidas até 31 de dezembro deste ano, “a fim de que não haja qualquer prejuízo pedagógico aos alunos”.

Carlos Rodrigues

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