A cobertura vacinal de bebês menores de um ano é considerada baixíssima em Marília. A imunização das crianças vem caindo ano após ano desde 2015, mas a situação foi agravada na pandemia da Covid-19.
A taxa – que deveria ser de pelo menos 95% – está atualmente em cerca de 50%. As vacinas contra a febre amarela, poliomielite e rotavírus são as que registram os maiores déficits na cidade.
Segundo dados obtidos pelo Marília Notícia junto à Prefeitura, a pior situação atualmente é da vacina contra a febre amarela. Apenas 44,61% das crianças menores de um ano receberam o imunizante na cidade. A dose protege contra a doença hemorrágica viral, transmitida por mosquitos infectados. Os sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares, náusea, vômitos e fadiga.
Abaixo dos 50% de cobertura também aparece a vacina contra o rotavírus. Apenas 48,41% do público-alvo recebeu o imunizante, que protege contra infecções gastrointestinais causadas pelo vírus. Uma das principais causas da doença é diarreia grave.
A vacina contra a poliomielite inativada foi recebida por 48,59% das crianças menores de um ano em Marília. A pólio ou paralisia infantil é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca de pessoas infectadas.
A pentavalente foi aplicada em 51,1% do público-alvo. A pneumocócica 10 foi em 51,57% e a meningocócica C em 54,38% das crianças menores de um ano de idade.
De acordo com a enfermeira chefe da Sala de Vacina de Marília, Juliana Bortoletto, a situação tem sido agravada desde 2015, mas com drástico aumento na pandemia. A especialista acredita que, pelo fato de muitas doenças já estarem erradicadas no país, não existe uma sensibilização sobre os riscos, que são altos e graves.
“A cobertura vacinal vem baixa desde 2015 para algumas vacinas. A pandemia piorou o quadro, mas os pais não estão se conscientizando sobre a importância. Como muitas doenças são erradicadas por aqui, os responsáveis não valorizam importância da vacinação, já que não presenciaram óbitos”, conta.
A enfermeira acredita que todos que têm vivido este momento saberão da importância da vacinação contra a Covid-19, mas que as futuras gerações talvez não entendam por não terem presenciado o caos vivido nos últimos anos.
Juliana explica que a Secretaria Municipal da Saúde segue tentando conscientizar e sensibilizar os pais, mas revela preocupação com a possibilidade de retorno das doenças.
“Fazemos buscas e uma parceria com a Secretaria da Educação, exigindo a carteirinha em dia para a matrícula das crianças nas escolas. Como a cobertura ainda está baixa, nós estamos bem preocupados com uma possível reprodução de doenças, como a pólio, já erradicada no Brasil. Mas, com uma cobertura abaixo de 95%, a população fica vulnerável. Isso acarreta grandes riscos”, conclui.
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