Marília e região

Clientes saem com compras nas mãos enquanto mercados lucram com sacolas

Cena no Confiança Esmeralda: sem caixas para levar compras e venda de sacolas retornáveis (Foto: Marília Notícia)

Poucos dias após o início da aplicação da chamada Lei das Sacolinhas em Marília, dezenas de clientes deixam os supermercados de Marília carregando compras nos braços ou soltas, por falta de sacolas. Quem precisa levar mais itens acaba sendo obrigado a comprar as sacolas reutilizáveis oferecidas pelos estabelecimentos.

A equipe do Marília Notícia esteve na unidade do Confiança Esmeralda neste domingo (20) e presenciou a situação, que tem gerado queixas recorrentes da população. Muitos consumidores relataram surpresa e insatisfação por não receberem qualquer tipo de embalagem para transportar os produtos adquiridos.

A medida segue a Lei Municipal nº 7.281/2011, de autoria do ex-vereador Eduardo Nascimento, que determina a substituição das sacolas plásticas comuns por opções sustentáveis. Embora tenha sido aprovada há mais de uma década, a norma só passou a ser aplicada de fato na última terça-feira (15).

Desde então, o governo municipal e os vereadores têm acompanhado de forma discreta a repercussão da lei, que se tornou um tema sensível no cenário político local. Até o momento, apenas os parlamentares Guilherme Burcão (DC) e Júnior Féfin (União Brasil) se manifestaram publicamente. Burcão defende a revogação da norma, afirmando que ela “dói no bolso do povo”. Féfin propõe que o município distribua gratuitamente sacolas retornáveis aos consumidores, como forma de amenizar o impacto financeiro.

Enquanto isso, órgãos como o Ministério Público de São Paulo, o Procon, a Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim) e, principalmente, a Associação Paulista de Supermercados (Apas), defendem a nova prática como um avanço ambiental e de responsabilidade social.

A Câmara Municipal está em recesso até agosto, quando os projetos de revogação ou alteração da lei devem começar a tramitar. Nos bastidores, o poder público aguarda para ver se a lei “pega” ou não. A decisão deve refletir o peso entre a pressão popular — como as cenas vistas no Confiança — e o lobby de entidades que apoiam a medida.

Até lá, o cotidiano dos consumidores marilienses será o verdadeiro termômetro da permanência da lei.

Marília Notícia

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