A Polícia Civil de Marília investiga suspeita de estelionato e fraude envolvendo a venda de celulares em uma loja localizada em um shopping da cidade.
Pelo menos três pessoas já procuraram a polícia relatando que seus dados e benefícios — como bônus vinculados a planos pós-pagos — teriam sido utilizados de forma indevida.
Sem conhecimento prévio, as vítimas tiveram seus nomes usados para a compra de aparelhos de alto valor, como iPhone 16, Samsung S25 e Motorola Edge 60 Pro. Os celulares teriam sido vendidos com descontos oferecidos por uma operadora de telefonia, mediante contratos de fidelidade.
Um funcionário da loja é apontado como suspeito. Os relatos indicam que as vendas teriam ocorrido entre agosto e setembro de 2025. Segundo as vítimas, os dados pessoais teriam sido obtidos durante atendimentos de rotina, incluindo validação biométrica por reconhecimento facial, além da suposta falsificação de assinaturas em contratos.
Multa de R$ 9 mil para cancelamento
Uma das vítimas é uma empresária de 47 anos. Ela informou que esteve na loja com o objetivo de reduzir o valor do plano de telefonia. O atendimento, segundo ela, transcorreu normalmente e envolveu a coleta de dados, que acredita terem sido usados posteriormente de forma irregular.
Com o passar do tempo, as cobranças passaram a superar o valor acordado. Sem obter solução diretamente com o vendedor, a empresária recorreu à ouvidoria da operadora, onde descobriu a existência de um novo contrato. O documento previa multa de aproximadamente R$ 9 mil para cancelamento.
O valor seria referente à suposta compra bonificada de dois aparelhos — um iPhone 16 e um Samsung S25 — que a mulher afirma nunca ter adquirido nem recebido.
Fidelidade
Apuração do Marília Notícia identificou que, em outro caso, um gerente comercial relatou que seu CPF e benefícios de fidelidade foram utilizados, em setembro do ano passado, para a compra de um aparelho Motorola Edge 60 Pro.
Ele afirmou ter solicitado acesso ao contrato e constatado que a assinatura registrada não é de sua autoria.
Após buscar esclarecimentos, sem sucesso, tanto nos canais digitais quanto em lojas físicas da operadora, decidiu registrar boletim de ocorrência.
Uma das vítimas também relatou aos investigadores que retornou à loja para tentar resolver a situação, mas foi informada de que o vendedor citado nas denúncias e o gerente responsável à época não integram mais o quadro de funcionários. O motivo não teria sido esclarecido.
Estelionato
Mesmo nos casos em que não houve cobrança direta nas faturas, clientes que tenham tido seus dados pessoais utilizados por terceiros para obtenção de bônus ou benefícios — em situações que possam envolver contratos falsificados — devem procurar a polícia. A conduta pode caracterizar estelionato.
Com um funcionário já mencionado em mais de uma denúncia, a Polícia Civil segue investigando o caso para apurar se houve prejuízos e se existe a possibilidade de um esquema organizado para fraudar contratos da operadora e viabilizar a aquisição de aparelhos de alto valor a preços promocionais.
A reportagem procurou a operadora, mas não obteve retorno até a publicação. O texto será atualizado caso a empresa se manifeste.
Biênio 2022-2023 (Reprodução: Abrainc) O mercado imobiliário de Marília apresentou transformações profundas e ritmo acelerado…
Avenida Yasaburo Sasazaki é alvo de pedido de moradores (Foto: Divulgação) Moradores dos bairros Terra…
Sessões ordinárias são retomadas na próxima semana (Foto: Câmara de Marília) A Câmara Municipal de…
Apresentação em Marília (Foto: Arquivo Pessoal) No asfalto quente da periferia, a palavra vira escudo,…
Unimar conta com quase metade das bolsas disponíveis para o Prouni em Marília (Foto: Divulgação)…
Objetivo promover bem-estar, socialização e acesso à cultura por meio de atividades artísticas e corporais…
This website uses cookies.