Professora Magali recebe o carinho do casal Márcio e Roberta, que compartilham com ela a educação do filho Victor (Foto: Arquivo Pessoal)
Em Marília eles somam mais de 5 mil profissionais. É um verdadeiro exército, armado com livros, cadernos e muita criatividade. Em um modelo de acesso universal à educação os professores – que comemoram seu dia nesta quinta (15) – fazem parte da formação de todo cidadão.
Nas salas de aula e, agora, nos computadores, eles são fundamentais para o desenvolvimento humano, social e econômico.
Segundo estimativas do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Marília tem quase dois mil profissionais que lecionam, coordenam e dirigem mais de 50 escolas.
A rede municipal conta com outros 1.550 profissionais de educação, entre professores, coordenadores e diretores.
Cerca de mil profissionais atuam no ensino privado – infantil, fundamental, médio e técnico. Somadas, as instituições do ensino superior empregam cerca de 600 professores, em cursos de graduação e pós-graduação.
Por conta da pandemia que “tirou tudo do lugar”, na data em que é comemorado o Dia do Professor, muitos deles receberão os parabéns de forma digital. É a nova maneira como eles têm ensinado.
Como já mostrou o Marília Notícia, com a crise sanitária, os docentes tiveram que se reinventar. Todo conhecimento, teoria e prática foram colocados à prova em tempos tão difíceis.
Com 22 anos de magistério, a professora Magali Garcia de Brito, 46 anos, se destaca entre os profissionais da rede municipal. Ela não abre mão do contato com as famílias, com estratégias para conquistar a confiança dos alunos e fazer a diferença na vida deles.
Magali leciona no 5º ano da Escola de Ensino Fundamental (Emef) Célio Corradi (Vila Altaneira) desde que ingressou no serviço público. Há dois anos, passou a trabalhar também com os pequenos, na Escola de Ensino Infantil (Emei) Curumim.
Turma de 5º ano da Emei Célio Corradi, no bairro Altaneira, zona Leste de Marília; páscoa de 2019 (Foto: Arquivo Pessoal)
“É completamente diferente e amo os dois. Não espero nunca ter que escolher”, relata a educadora, que já deu aulas para mais de uma geração, no 5º ano – mãe e filha. “Eu tenho neto por tabela. É uma emoção fazer parte da vida de uma família dessa forma”, conta.
Magali é formada na Universidade Estadual Paulista (Unesp), instituição pioneira em preparar educadores em Marília.
Teoria e prática colaboraram para formar gerações de profissionais reconhecidos, em todas as redes, o que ajuda a explicar, por exemplo, o desempenho de Marília nas avaliações de desempenho, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Em meio a tantas adversidades, o presente que a maioria dos professores espera é a valorização. Não apenas melhores salários, mas um olhar mais atento ao processo de aprendizagem entre as famílias, espaços sociais e governantes.
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