A Assembleia Geral Extraordinária que ratificou as mudanças feitas no estatuto da CBF também serviu para os cartolas iniciarem – ainda que timidamente – uma movimentação contra a violência nos estádios. Os dirigentes decidiram criar um grupo de estudos e convocar representantes de diferentes segmentos da sociedade para debater o tema. Por ora, essa é a medida mais efetiva tomada pela entidade máxima do futebol brasileiro para tentar diminuir os cenas de barbárie vistas neste início de temporada.
Nas últimas semanas, cenas de violência foram registradas no entorno de diversos estádios do País. Jogadores foram atingidos por pedras ou mesmo bombas na Bahia, no Rio Grande do Sul e em Pernambuco. Nesse domingo, dois torcedores foram baleados em Belo Horizonte.
A criação de um grupo de estudos foi anunciada no início do encontro desta segunda-feira. “Por proposta dos clubes e da própria CBF, saímos com uma política de ter uma comissão que possa trazer seminários e debates envolvendo toda a sociedade”, disse o presidente interino da CBF, Ednaldo Rodrigues.
“Não só os clubes da Série A, mas os clubes das Séries B, C e D, imprensa, OAB, STJD e todos os outros segmentos, inclusive internacionais (serão chamados), para que possamos trabalhar sempre no sentido de combater a violência nos estádios. Isso tem prejudicado muito o futebol em todo o mundo, principalmente nessas últimas situações aqui no Brasil”, sustentou Rodrigues.
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