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CBF tem novo presidente até o fim do caso Caboclo

Enquanto aguarda pela definição sobre a suspensão ou não por mais um ano de Rogério Caboclo – afastado do comando da entidade desde o início de junho por decisão da Comissão de Ética -, a CBF escolheu nesta quarta-feira um novo presidente interino. Trata-se de Ednaldo Rodrigues, que substitui o coronel Antônio Carlos Nunes.

A ascensão de Rodrigues à presidência amplia uma contagem pouco positiva no comando do futebol nacional. Ele é o sétimo a assumir o cargo de presidente da CBF em dez anos. Oficialmente, cada mandato é de quatro anos.

A mudança desta vez foi decidida após reunião do Conselho de Administração, formado pelos oito vice-presidentes da entidade. E isso aconteceu devido a um fato pitoresco: o afastamento temporário de um presidente da CBF não está previsto no estatuto da entidade.

Na terça-feira, a Comissão de Ética apresentou parecer pedindo que Rogério Caboclo seja suspenso de suas atividades por mais um ano. Acusado de assédios moral e sexual por uma funcionária, Caboclo viu a denúncia ser transformada em “conduta inapropriada” pela comissão.

Para a punição ser aplicada, porém, ela precisa ser referendada por 21 dos 27 presidentes de federações. Ocorre que, pelo menos até que isso aconteça – a Assembleia Geral Extraordinária precisa ser remarcada e não acontecerá antes da próxima semana -, o cargo ficou vago.

“Como o Estatuto Social da CBF não prevê a forma de substituição do Presidente em caso de afastamento temporário, como o que presentemente ocorre, visto que tal substituição não está contemplada nas hipóteses do art. 61 (ausência, licença ou impedimento), nem tampouco na hipótese do art. 62 (vacância) e considerando que, uma vez afastado, o Presidente fica privado da prática de qualquer ato administrativo, todos os Vice-Presidentes da entidade – únicos possíveis substitutos – dispuseram formalmente de seu direito de substituição temporária em favor do Vice-Presidente Ednaldo Rodrigues Gomes, que assume interinamente a presidência”, diz nota da confederação.

Na última década, a CBF já foi comandada por Ricardo Teixeira (renunciou em 2012), José Maria Marin (passou o bastão para Marco Polo del Nero em 2015 e depois foi preso); o próprio Marco Polo del Nero (pediu licença em 2015 e acabou banido pela Fifa em 2018); Marcus Vicente (provisoriamente em 2015 e início de 2016); Antônio Carlos Nunes (assumiu de forma provisória em 2016 e posteriormente foi efetivado até 2019, além destes últimos meses) e Rogério Caboclo (de abril de 2019 até seu afastamento, em junho). Agora, chegou a vez de Ednaldo Rodrigues – ao menos até o Conselho de Administração ou a Assembleia Geral optar por nova troca.

Agência Estado

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