Polícia

Casos de invasão de aplicativos se proliferam também em Marília

Levantamento da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a pedido do Marília Notícia, aponta que de janeiro a abril de 2021, já foram registrados 57 Boletins de Ocorrência em Marília por invasão de dispositivo informático.

O crime está previsto no artigo 154-A do Código Penal e foi inserido pela Lei nº 12.737, de 30 de novembro de 2012. No texto, o verbo “invadir” tem a conotação de acessar sem autorização, penetrar nos arquivos ou programas do aparelho alheio.

Do total divulgado até o momento, 31 BOs já foram encaminhados para o departamento de inteligência da Polícia Civil.

De janeiro a dezembro de 2020, 172 casos do tipo foram registrados em Marília. Destes, 92 foram para o departamento de inteligência da Polícia Civil.

Entre os crimes relatados no ano passado e neste ano (229 no total), apenas em quatro os autores eram conhecidos das vítimas. Seis deles foram tentativas e o restante acabou consumado.

Bairros (Foto: Reprodução)

Os dados obtidos pela reportagem ainda mostram que, do total – soma de 2020 e 2021 -, a maioria ocorreu na área rural da cidade, contudo o Parque das Esmeraldas, bairro de luxo, também aparece entre os primeiros da lista.

Outro número relevante, é que em maio do ano passado houve um pico de casos, com 22 registros. Vale lembrar que o auxílio emergencial começou a ser pago pelo Governo Federal em abril e o alto índice pode estar relacionado a isso.

A análise permite ainda verificar que em 16 meses, houve uma ocorrência de uma invasão a cada dois dias.

WHATSAPP

Entre os golpes mais comuns por invasão de dispositivo informático está a clonagem do WhatsApp. Em maio, diversos jornalistas de Marília tiveram o aplicativo clonado. Os criminosos iniciaram conversas com seus contatos e pediram dinheiro como se fossem as vítimas.

Em um dos casos, a vítima, jornalista de 31 anos, contou que recebeu ligação dizendo ser do Ministério da Saúde e se tratar de uma pesquisa referente à Covid-19.

Após responder três perguntas relacionadas à doença, o autor da ligação afirmou que a vítima tinha recebido um protocolo via SMS e que era necessário confirmá-lo para finalizar. Distraída, a jornalista não percebeu que o número se referia ao código de validação do WhatsApp e assim que passou os dígitos perdeu acesso a sua conta.

O criminoso começou a conversar com os contatos da jornalista e pedir transferências bancárias. Por sorte, os amigos e familiares que o criminoso fez contato desconfiaram e ligaram para a vítima, que negou o pedido e confirmou que tinha sido clonada.

Daniela Casale

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