Polícia

‘Caso Haroldinho’ é um dos crimes mais bárbaros de Marília

Marília completa 90 anos de emancipação político-administrativa nesta quinta-feira (4). Mas nem tudo são flores na história do município.

Diversas ocorrências policiais chamaram atenção pelos requintes de crueldade ou grande repercussão durante este período.

Um dos crimes mais chocantes da cidade foi o famoso “Caso Haroldinho”. O Marília Notícia relembra essa história abaixo.

***

Em 1996 o estudante de medicina Haroldo Alves de Andrade Filho, na época com 22 anos, foi preso e condenado a 60 anos de prisão por planejar a morte dos pais adotivos, Haroldo Alves de Andrade e Flora Madalena Andrade, com 66 e 63 anos.

Os pais adotivos residiam em São Paulo e visitaram o filho em Marília, onde ele cursava medicina na Famema. Os idosos foram assassinados na residência do estudante, localizada na rua Paraíba, região central da cidade.

Haroldinho, como ficou conhecido, planejou a morte do casal com intenção de receber a herança e o pagamento de diversos seguros das vítimas. Ele contou com outros dois comparsas, Luciano André dos Santos Brito, 44, e Henrique Gonçalves, 43, ambos condenados a 56 anos de prisão.

Em depoimento, Haroldinho confessou que os comparsas degolaram as vítimas com uma faca de cozinha. Ele foi o responsável em arquitetar o plano e facilitou a entrada dos amigos, que tentaram forjar um latrocínio.

Na ocasião, o delegado José Carlos Costa participou de toda investigação. Em entrevista ao MN, ele revelou detalhes do crime que teve repercussão nacional.

“Eles simularam o latrocínio. Luciano Brito e Henrique Gonçalves foram os responsáveis por matar as vítimas e cortar o pescoço de Flora Andrade. Ainda ficou a dúvida se Haroldinho teria desferido os golpes de faca, mas foi ele quem abriu a porta e planejou o crime para conseguir o dinheiro do seguro de vida”, explicou o delegado.

“Após receber o dinheiro, Haroldinho pretendia se casar coma a irmã de Luciano Brito, com quem mantinha um relacionamento”, revelou José Carlos Costa.

23 anos após o crime brutal que manchou com sangue a história de Marília, Haroldinho permanece preso cumprindo pena em regime semiaberto na Penitenciária de Presidente Prudente.

Luciano Brito e Henrique Gonçalves também continuam presos até o cumprimento das penas. Todos os envolvidos devem continuar detidos até meados de 2050.

Requintes de crueldade

Os investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) compareceram no endereço do imóvel. Eles foram acionados por Haroldinho, que inicialmente tentou forjar um latrocínio, mas confessou o duplo homicídio em depoimento.

Na residência, Flora foi agredida e esfaqueada diversas vezes. Em seguida foi degolada. Depois, foi a vez de Haroldo pai ser assassinado do mesmo modo brutal.

“Aconteceu o crime, eu fui chamado de madrugada e fui para lá. No quarto estava o corpo da mãe encostado no guarda-roupa com o pescoço cortado e o pai no chão com as mãos e o peito cortados. Tinha sangue até no teto”, disse o delegado responsável pelo caso.

Uma das pistas principais que contribuiu para a resolução do crime foi um livro de anatomia encontrado no imóvel.

“Eu peguei na cabeceira da cama do Haroldinho um livro de anatomia que tratava sobre a incisão no pescoço. Estava com uma lapiseira separando a página. Foi uma pista fundamental para incriminar o trio”, finalizou José Carlos Costa.

Brunno Alexandre

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