Regional

Caso de raiva bovina é confirmado em Varpa, distrito de Tupã, e Prefeitura intensifica vacinação

A Prefeitura de Tupã (distante 75 quilômetros de Marília) confirmou ter sido notificada pelo Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) sobre a confirmação de um caso de raiva e óbito bovino no distrito de Varpa.

“É importante ressaltar que o monitoramento de casos de raiva em rebanhos é de competência do governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa Estadual de Controle de Raiva em Herbívoros (PECRH)”, diz o comunicado da administração.

A cidade não registrava ocorrência do tipo, ao menos, há cinco anos. A Secretaria Municipal da Saúde realiza sistematicamente o trabalho de prevenção, diagnóstico e acompanhamento da zoonose em cães e gatos.

No entanto, com a confirmação do caso de raiva bovina, a Prefeitura de Tupã deve intensificar as ações de vacinação em todo o município, incluindo distritos e zona rural.

“Para evitar ocorrências semelhantes, os criadores de bovinos e equinos devem observar animais com sintomas como andar cambaleante, salivação, desorientação, dificuldade para se levantar ou manter-se de pé, além de apresentar movimentos de pedalagem e alterações de comportamento, como andar em círculos. Os criadores também devem monitorar os óbitos e sinais de ataque de morcegos no rebanho. Nestes casos, o Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) deve ser imediatamente comunicado”, finaliza o comunicado. O telefone do EDA é o (14) 3496-7281.

SOBRE A DOENÇA

A raiva bovina é uma doença infecto-contagiosa, que se caracteriza por sintomatologia nervosa. É uma infecção viral onde quase 100% dos casos são fatais, sendo transmitida por mordidas dos animais acometidos

Uma vez aparecendo os sintomas clínicos da doença, nada mais resta a fazer, a não ser isolar o animal e esperar pela sua morte, pois para a raiva não há tratamento. Entretanto, o diagnóstico definitivo só poderá ser feito através de exame laboratorial.

É preciso investir em medidas preventivas como controlar a população de morcegos transmissores e realizar a aplicação da vacina anual de todo o rebanho, independentemente da idade. Todos os animais devem ser vacinados. O esquema recomendado é de duas doses iniciais, com intervalo de 30 dias e revacinação anual de todos os animais.

Daniela Casale

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