Antigo Diário fechado pela PF em 2016; bens de jornal e rádios podem ser repassados para Casa Sol, que era atacada por veículos de comunicação (Foto: Gabriel Tedde/Arquivo MN)
Advogados da rede de lojas de material para construção Casa Sol e oficiais de justiça acompanharam na manhã desta quarta-feira (18) uma vistoria para levantamento de bens passíveis de penhora no prédio da Central Marília Notícias (CMN), no Centro da cidade, onde funcionavam o Diário de Marília e duas rádios.
A vistoria foi feita com o objetivo de garantir o pagamento de indenizações por dano moral, em ações vencidas pela Casal Sol contra as empresas de comunicação fechadas em dezembro de 2016 pela Polícia Federal na Operação Miragem.
O Diário de Marília ficou conhecido por atacar sistematicamente a empresa do agora prefeito Daniel Alonso (PSDB).
Por conta do processo de danos morais, cuja sentença está em execução, a Casa Sol figura como “terceira interessada” em uma outra ação, de despejo do imóvel localizado em ponto nobre da rua Coronel Galdino de Almeida.
O prédio está fechado e só é visitado com autorização judicial. As contas se acumulam embaixo das portas de vidro da fachada.
A ação de despejo é movida pela proprietária do prédio, Elza Arquer, que reivindica aluguéis atrasados dos locatários.
Diversas ações trabalhistas, e uma delação premiada de suposta ‘laranja’ do grupo, apontam a família Camarinha como verdadeira dona da CMN. Eles negam.
Advogados da Casa Sol ouvidos pelo Marília Notícia explicam que Elza Arquer não tem interesse nos bens móveis que estão dentro do prédio e concordou com o levantamento e retirada deles.
Entre os bens elencados estão aparelhos eletrônicos, como televisores, equipamentos jornalísticos e outros produtos. Ainda não existe resultado da avaliação de valores.
“Vitória da Justiça e esperança”
Representante da Casa Sol, a empresária Daniele Alonso afirma que a entrada dos advogados para realização de levantamento no prédio onde funcionava a CMN significa uma vitória, “que representa justiça e esperança”.
“Um político tem o papel de proteger, cuidar e direcionar uma sociedade. Ele jamais pode querer destruir uma empresa que gera empregos, paga impostos, contribui para a economia usando mentiras, calúnias e difamações”, afirma Daniele.
De acordo com ela, os tempos mudaram. “A política velha, suja e deprimente também precisa mudar. Não podemos admitir mais inimigos na política, somos uma sociedade democrática, as oposições existem e precisam ser respeitadas”.
A empresária afirma que acredita no tipo de política que ataca problemas com trabalho e soluções, “e não na que ataca pessoas, famílias e empresas para jamais perderem seus poderes e seus impérios”.
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