Segunda edição do Caps na Rua destaca cuidado em saúde mental e cidadania (Foto: Divulgação)
A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, promoveu na última sexta-feira (30) a segunda edição do Caps na Rua, evento realizado em frente à sede do Caps ComViver, no bairro Maria Izabel, zona Leste da cidade. Com o tema “A vida não cabe em um diagnóstico”, a iniciativa reuniu moradores, usuários dos serviços de saúde e profissionais em uma programação voltada à inclusão, ao acolhimento e à promoção da saúde mental.
O evento contou com a parceria do Caps Infantojuvenil (Caps-IJ) Catavento e ofereceu uma série de atividades gratuitas à população. Entre elas estiveram ações do programa Saúde Até Você, com aferição de pressão arterial e vacinação contra a Influenza, além de atividades físicas e práticas integrativas e complementares em saúde.
A programação também incluiu apresentações musicais, sarau, oficinas de arte, exposição e venda de artesanatos, iniciativas de geração de renda do Coletivo Fênix, visita assistida ao serviço e praça de alimentação com food trucks.
A secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio, destacou a importância do evento para o fortalecimento dos vínculos comunitários.
“Fiquei muito feliz em participar desta segunda edição do evento. Foi um momento em que pudemos compartilhar, conhecer e viver experiências que fortalecem vínculos. É assim que vamos construir uma comunidade mais humana e acolhedora”, afirmou.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a proposta do Caps na Rua foi ampliar o diálogo sobre saúde mental e mostrar que o cuidado pode acontecer também em espaços coletivos, culturais e comunitários.
Para a psicóloga e coordenadora técnica do Caps ComViver, Talita Luiza Faria Bueno, a iniciativa contribui para ampliar o acesso da população aos serviços e fortalecer a cidadania.
“As ações do CAPS na Rua reforçam ainda a importância de alcançar pessoas em situação de maior sofrimento, ampliando acesso, dignidade e cidadania. Ao levar o cuidado até onde as pessoas estão, o território deixa de ser apenas um espaço geográfico e passa a ser reconhecido como espaço de encontro, pertencimento e produção de saúde”, ressaltou.
De acordo com a coordenação do Caps ComViver, o cuidado em saúde mental deve ser construído por meio de vínculos, escuta e pertencimento. A proposta do evento foi reforçar a importância da inclusão e do respeito às diferentes formas de existência.
“Um Caps de portas abertas representa também uma cidade de portas abertas para o cuidado, para o diálogo e para o respeito às diferentes formas de existir”, finalizou Talita Bueno.
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