A Câmara de Marília inicia nesta segunda-feira (17) a votação de uma das mais importantes propostas dos últimos anos na cidade.
O projeto de lei, de autoria do vereador Marcos Custódio (PSC), prevê a obrigação dos próximos prefeitos que assumirem Marília, a apresentar à Câmara Municipal, em até 90 dias após sua posse, um Plano de Metas de sua gestão.
A proposta inclui um artigo à Lei Orgânica do Município e permitirá que a população acompanhe a evolução das realizações com mais clareza.
O texto prevê que o prefeito terá que documentar prioridades, ações estratégicas, indicadores e metas quantitativas para cada um dos setores da Administração.
Na iniciativa privada, o plano se assemelha ao Planejamento Estratégico das empresas, que permitem que os membros da organização possam comparar os itens que foram descritos, com o que foi efetivamente cumprido.
A iniciativa deve ser acompanhada pela sociedade – para o controle social – e pode significar grande melhoria para a administração pública.
Na prática a lei vai obrigar os prefeitos a prestarem contas à população de seus projetos e planos de governo.
Codem
A proposta é apoiada por diversos setores da sociedade. O Codem (Conselho de Desenvolvimento Estratégico de Marília) inclusive enviou uma carta aos vereadores, pedindo a aprovação da legislação.
Para o Conselho, o projeto vem ao encontro das necessidades da população no sentido de garantir “acompanhamento e apoio na realização de metas tornadas públicas a partir das expectativas geradas na formatação de planos de governo”.
O Codem também ressalta que a lei gera maior qualidade na gestão pública, uma vez que esta emenda irá aproximará o executivo de seus eleitores, estabelecendo diálogo contínuo a
respeito das realizações e desafios dos governos municipais.
“A lei da publicidade às metas de governo, permitindo que a população tenha acesso e interaja com o poder público, gerando a possibilidade de colaboração mutua entre sociedade e o executivo”, diz trecho da carta.
Plano Plurianual
A Constituição Federal já prevê – para a União, estados e municípios – a aprovação e execução do Plano Plurianual (PPA). São diretrizes, objetivos e metas a serem seguidas pelos gestores públicos a médio prazo, com vigência em um período de quatro anos.
A diferença é que os planos plurianuais atravessam diferentes administrações e raramente sobrevivem à mudança de trajetória dos governos.
A proposta é que o Plano de Metas da Gestão seja antecedido de audiências públicas, nos 30 primeiros dias do governo e que seja feito, ao final de cada ano, apresentação dos resultados cumpridos e metas que não foram atingidas.
Em Marília, o estouro de fogos com estampidos é proibido desde 2019 (Foto: Divulgação) A…
Edital prevê a aquisição de até 4.901 lâmpadas para espaços públicos municipais (Foto: Arquivo: MN)…
O indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu, em sabatina na Comissão de…
O Brasil perdeu 1,6 milhão de hectares de cobertura arbórea em floresta tropical úmida em…
As inscrições gratuitas para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro…
Professores contratados por tempo determinado poderão participar da atribuição de aulas em jornada especial na…
This website uses cookies.