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Câmara Municipal proíbe cartazes de protesto nas galerias

Faixas e cartazes afixados nas paredes e galerias estão proibidos

A Câmara Municipal de Marília proibiu a partir de uma resolução baixada no último dia primeiro de agosto, a fixação de faixas e cartazes no Plenário da cidade. O projeto de resolução inclui um parágrafo no artigo de número 70 do Regimento Interno da Câmara. “No Plenário e galerias não poderão ser afixados nas paredes ou estruturas, durante a realização da sessão ordinárias ou extraordinárias, quaisquer símbolos, faixas, cartazes, quadros, banners, fotografia ou outros dispositivos que impliquem propaganda político-partidária, ideológica, religiosa ou de cunho promocional de pessoas, entidades ou protestos e manifestações de qualquer natureza, podendo as mesmas serem portadas e seguradas por quem de interesse”, diz o novo parágrafo.

O mecânico de manutenção Marcelo Alves reclamou da proibição: “Estão implantando uma ditadura na Câmara. Na casa do povo, o povo não tem voz e nem vez. Alguns parlamentares não querem ser cobrados e daqui uns dias proíbem a população até mesmo de entrarem na casa”, revoltou-se.

Segundo o presidente da Câmara, o vereador Luiz Eduardo Nardi, a proibição não censura ninguém. “Não há censura nenhuma, quem quiser pode segurar as faixas e protestar normalmente; a resolução é apenas para cuidar do patrimônio público. Nós pintamos recentemente as paredes e na hora de retirar os cartazes que o pessoal cola, a parede fica danificada. A tinta vai se perdendo, há marcas dos adesivos colantes e uma série de fatores que prejudicam o prédio. A proibição é no sentido de apenas preservar a Casa.”, disse Nardi.

Essa não é a visão do artesão Paulo Costa, “Querem que a gente proteste do jeito deles. Sentadinho e calado. Muito conveniente não é? Acho isso uma desculpa para impor mais uma arbitrariedade de quem deveria lutar por nós”, disse o jovem. Já o vereador de oposição, Delegado Wilson Damasceno, concorda com Nardi: “Pessoal vai poder protestar, não tem nada demais nessa regra. Concordo com o argumento usado de preservar as paredes”, disse.

Nardi ainda lembrou que mesmo a população podendo levar cartazes de protesto, o bom senso da boa conduta e educação será aplicado. “Se aparecer com palavras de baixo calão, será retirado do local”, enfatizou.

 

 

 

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