Política

Câmara aprova PEC do piso da enfermagem em primeiro turno

A Câmara aprovou nesta terça-feira, 12, em plenário a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos pisos salariais para profissionais da enfermagem – enfermeiro, técnico de enfermagem, auxiliar de enfermagem e parteira – instituídos por lei federal. A regra se aplicará a pessoas jurídicas de direito público e privado. Contudo não há previsão orçamentária para custeio dos salários. Foram 425 votos favoráveis contra 11 no primeiro turno

A proposta ainda precisará ser aprovada em segundo turno, previsto para acontecer depois da votação da PEC dos Benefícios, em votação neste momento. Essa foi a forma que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), encontrou para não perder quórum e garantir a aprovação da proposta que concede inúmeros benefícios às vésperas da eleição.

A PEC da enfermagem também estabelece que a União, os Estados, Distrito Federal e municípios, até o final do exercício financeiro em que for publicada a lei do piso salarial da enfermagem, adequarão a remuneração dos cargos ou dos respectivos planos de carreiras, quando houver, de modo a atender aos pisos estabelecidos para cada categoria profissional

O objetivo da PEC é dar segurança jurídica ao projeto de lei aprovado pelo Senado e pela Câmara no início de maio deste ano, que estabelece a criação de um piso salarial para os profissionais da área. O PL prevê piso de R$ 4.750 para os enfermeiros. O texto também fixa remuneração equivalente a 70% do piso nacional como mínimo para técnicos de enfermagem. Para auxiliares de enfermagem e parteiras, o valor será equivalente a 50%.

Apesar de já aprovado pelo Congresso, a proposta ainda não foi enviada para sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL). O impacto estimado para o custeio do piso é de R$ 16 bilhões, no entanto, ainda não há indicação de fontes para o financiamento da medida

Na avaliação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a criação de pisos para as categorias, são prejudiciais para o ajuste fiscal dos municípios, que não têm como suportar os impactos financeiros gerados. “Fizemos os estudos, estamos mostrando o impacto que vai ter em cada prefeitura, ou seja, em cada comunidade, e as agruras que seguramente vão começar a passar a partir do ano que vem”, disse na terça-feira,5, o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski.

Agência Estado

Recent Posts

MAC cai em Santos e encerra campanha histórica com o vice-campeonato da A3

Artilheiro da A3, com 10 gols, Lucas Limas passou em branco neste domingo em Santos…

8 horas ago

Nova unidade reforça expansão da União Imobiliária e aposta em serviço personalizado

Terceira unidade da União Imobiliária foi inaugurada na sexta-feira (24) (Foto: Geovana Rodrigues/Marilia Noticia) A…

10 horas ago

Câmara de Marília vota projetos sobre despesas e epilepsia nesta segunda-feira

Pauta da Ordem do Dia conta com dois projetos para análise (Foto: Wilson Ruiz) A…

11 horas ago

‘Se hoje atuo no exterior, é porque alguém me colocou livros nas mãos’, diz pesquisadora mariliense

Mariliense Tatiane Rodrigues Lopes dos Santos cruzou fronteiras e hoje é pesquisadora internacional (Foto: Divulgação)…

12 horas ago

A conta de água subiu? Antes de se assustar, investigue

Consumo pode aumentar de forma silenciosa (Foto: Divulgação) Receber a fatura de água e se…

12 horas ago

Presidente da Câmara pede inclusão de USF do JK em programa de reformas

Proposta do presidente da Câmara de Marília, vereador Danilo da Saúde (PSDB), será votada nesta…

15 horas ago

This website uses cookies.