Política

Câmara aprova limite de gastos de campanha eleitoral para 2020

A Câmara aprovou nesta terça-feira, dia 1º, o texto principal do projeto de lei que limita os gastos para candidatos a prefeito e a vereador, em 2020, e também restringe o valor do autofinanciamento para as campanhas municipais. A proposta não detalha valores, mas prevê que o teto de despesas seja equivalente ao das eleições de 2016, corrigidos pela inflação (IPCA).

Naquele ano, São Paulo foi a cidade com o maior teto para disputa de prefeito (R$ 45,4 milhões). A regra de 2016, porém, só valia para aquela eleição.

Um destaque aprovado na última hora fez com que o limite de autofinanciamento das campanhas ficasse em 10% do teto fixado para o cargo ao qual o candidato concorrerá, e não de seu rendimento bruto, como na versão anterior. Ou seja, se numa cidade o limite de despesas para um candidato a vereador for de R$ 100 mil, ele só poderá usar R$ 10 mil do próprio bolso.

O deputado Fábio Trad (PSD-MS), relator do projeto, disse que o limite tem como objetivo impedir que concorrentes ricos levem vantagem na corrida eleitoral. “É para valorizar os mais competentes, e não os mais afortunados”, disse.

O projeto aprovado na Câmara precisa passar pelo crivo do Senado e ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro para ser transformado em lei. Deputados se apressaram nesta terça para aprovar a urgência na tramitação do projeto, o que fez com que o tema seja analisado diretamente em plenário, sem passar por comissões. Para entrar em vigor em 2020, a lei precisa ser sancionada pelo presidente até 4 de outubro, ou seja, um ano antes da eleição.

“Estamos resolvendo de forma emergencial o que falhamos no projeto anterior”, afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), citando a minirreforma eleitoral aprovada no mês passado na Casa. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) chamou a medida de “retrocesso”, porque os valores para as campanhas continuam altos.

Vetos

O Congresso deve votar nesta quarta-feira, 2, os vetos de Bolsonaro à lei que altera regras eleitorais e partidárias. Líderes de siglas do Centrão querem a derrubada da maioria das alterações feitas pelo Executivo. O único consenso que deverá prevalecer é o da retomada do ponto que permitia um aumento anual do valor do Fundo Eleitoral sem limitação orçamentária prévia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Recent Posts

Plantio de árvores marca ação do Abril Verde na UPA norte do HBU

Iniciativa ocorreu durante o mês dedicado à conscientização sobre segurança no trabalho (Foto: Divulgação) A…

5 horas ago

Pituco coloca Marília na disputa de prêmio nacional de quadrinhos

A obra independente “Pituco nº 1: Aurora Esmeralda (Mustache Comics)” está concorrendo ao Troféu Angelo…

5 horas ago

Corrente solidária tenta trazer corpo de mariliense morto no Paraná

Wesley não resistiu aos ferimentos após acidente de moto em Curitiba (Foto: Arquivo Pessoal) A…

16 horas ago

Empresário morre após moto atingir carreta em rodovia da região

Empresário e passageira retornavam de encontro de motociclistas (Foto: Divulgação) Um grave acidente na rodovia…

19 horas ago

Idoso de 90 anos, vítima de acidente com bicicleta, morre no HBU em Marília

Um produtor rural aposentado, de 90 anos, morreu no Hospital Beneficente Unimar (HBU), em Marília,…

19 horas ago

Família é rendida por criminosos armados em Gália e tem prejuízo de R$ 100 mil

Uma família viveu momentos de violência e tensão na madrugada deste domingo (26), durante um…

19 horas ago

This website uses cookies.