Marília

Cálculos renais podem ser tratados de forma simples

Grande parte da população mundial desenvolve cálculo renal em alguma etapa da vida. E os números recentes mostram tendência de aumento. Cada vez mais, os hábitos e qualidades nutricionais têm deixado a desejar.

Diversos são os fatores que podem ocasionar as dolorosas pedras nos rins. Mas o médico urologista André Alvarez Guzzardi conversou com o Marília Notícia para desmistificar as lendas em torno do temido tratamento, que inclusive pode ser pouco invasivo.

“[A ocorrência] é multifatorial e a incidência está aumentando ano após ano devido à qualidade nutricional estar piorando. As pessoas tomam pouca água, seguram muito xixi, comem muita proteína vermelha, consomem suplementação proteica – em dose exagerada e às vezes sem acompanhamento adequado. E tem a questão do sódio nos produtos industrializados. Há ainda o fator genético, que é o único imutável”, destaca Guzzardi.

Conforme o médico, sem o acompanhamento nutricional adequado no pós-operatório, alguns procedimentos cirúrgicos também podem favorecer o aparecimento de cálculo renal.

“Existem vários deles, como a cirurgia bariátrica, por exemplo. Nestes casos, pacientes que não tiverem controle e acompanhamento nutricional adequado no pós-operatório, a incidência pode aumentar. É uma curva ascendente, que não vemos mudança, se não houver conscientização e mudança nutricional, aumento do consumo de água e atividade física”, explica.

De acordo com Guzzardi, a maioria dos casos são assintomáticos e os pacientes detectam em algum exame de imagem, realizado por outro motivo. Há ainda os casos em que o paciente só descobre durante uma cólica renal, quando o cálculo está se deslocando do rim para o ureter.

Guzzardi alerta para os riscos que pedras nos rins podem causar se não houver tratamento adequado (Foto: Daniela Casale/Marília Notícia)

RISCOS

Um paciente que já desenvolveu cálculo renal, mesmo que uma vez, corre o risco da reincidência, caso não mude hábitos e ainda agrupe o fator genético. Se não for feito tratamento correto, complicações podem surgir.

“Existe um tipo específico de colônias de bactérias, que o tratamento é só com a remoção do cálculo. Isso também pode gerar um bloqueio e até causar a perda da função renal, se não tratado a tempo. Tem casos mais leves até transtornos gravíssimos, inclusive risco de morte. Infecção de cálculo é um risco que vemos pacientes morrendo. Gera uma complexidade alta se não for tratado de maneira correta”, explica o urologista.

O médico conta que, na maioria dos casos, infelizmente, o cálculo renal não é diagnosticado no momento certo. Essa é uma das principais causas para a necessidade de hemodiálise.

TRATAMENTO

O especialista frisa que atualmente os tratamentos são feitos de forma endoscópica, com procedimentos rápidos, pouco invasivos e que necessitam de pequeno período de permanência hospitalar.

“O tratamento hoje, em sua maioria, são sem corte ou alteração tecidual, sem lesões. É como se fosse uma endoscopia que, em vez de ser feita pela boca, é pelo canal do rim. Praticamente todas essas cirurgias têm recuperação no mesmo dia e [os pacientes] não precisam pernoitar no hospital. Mas tem alguns casos mais específicos”, conta.

Guzzardi alerta para o paciente não esperar uma crise de cólica renal e orienta a busca profissional qualificado para evitar transtornos.

O urologista garante que mudança de hábitos associada ao acompanhamento médico adequado pode ajudar a evitar a formação de pedras nos rins.

“Aumentar o consumo de água, praticar atividade física regular, diminuir sódio e proteína vermelha e acompanhamento médico no momento certo são as indicações”, afirma.

Vale lembrar que 35% dos casos analisados pelos urologistas são em pacientes mulheres.

Pedras nos rins tem prevenção e tratamento, segundo André Guzzardi (Foto: Daniela Casale/Marília Notícia)

FORMAÇÃO

Guzzardi concluiu a residência em urologia em 2011, em São José do Rio Preto. Em 2012, morou em Barcelona, onde fez treinamento em cirurgias pouco invasivas com ênfase principalmente em endourologia (subespecialidade da urologia que é principalmente da área de cálculo renal).

Em 2013, o médico retornou para Marília e atua em todas as áreas urológicas, com exceção da uropediatria. O urologista é coordenador da residência médica de urologia da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) e realiza procedimentos cirúrgicos na Santa Casa.

SERVIÇO

André Alvarez Guzzardi atende no Centro Avançado de Urologia (CAU), de segunda a sexta-feira. A clínica está localizada na rua Sperendio Cabrini, 131, no Jardim Maria Izabel, zona Leste.

Os telefones para contato são (14) 3367-0001 ou WhatsApp pelo (14) 9 9171-8574 [clique aqui para iniciar uma conversa].

Também é possível acompanhar pelas redes sociais no Instagram @urologiaguzzardi.

Daniela Casale

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