Brasil precisa reduzir tarifas de importação, diz secretária do Tesouro dos Estados Unidos

A reforma tributária facilitou os negócios no Brasil, mas o país ainda precisa reduzir suas taxas de importação e se adequar às normas internacionais, diz Janet Yellen, secretária do Tesouro dos Estados Unidos.

“É importante que o Brasil crie as condições para o setor privado investir e crescer. E eu parabenizo o ministro Haddad e o Brasil por alcançarem uma reforma tributária realmente histórica”, disse Yellen nesta terça-feira (26), em São Paulo – a secretária está no Brasil para a trilha de finanças do G20, que acontece nesta semana na capital paulista.

Segundo Yellen, a reforma melhora as condições de se fazer negócio no Brasil, mas outros passos são necessários para que o Brasil fique mais integrado a cadeias globais de comércio, como a redução das tarifas de importação e a adoção de códigos e normas da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

“[Essas medidas] podem fazer o Brasil ainda mais atraente a investidores estrangeiros, criando oportunidades adicionais para ambas nossas economias”, afirmou Yellen.

Ela também disse que o Brasil está bem posicionado para se beneficiar da transição para uma economia sustentável.

“Vocês têm a vantagem de ter uma rede de energia que já é, em sua maioria, renovável, enquanto economias ao redor do mundo aumentam a internalização do custo da pegada de carbono na produção”.

A secretária ainda elogiou nominalmente Ilan Goldfajn, presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), pelo incentivo da instituição ao desenvolvimento verde.

Na segunda (26), o governo federal anunciou um programa para atrair capital estrangeiro e financiar projetos ligados à transição energética em parceria com o BID.

“Os EUA, junto aos outros parceiros, estão ansiosos para completar um aumento de capital no BID no próximo mês”, afirmou a secretária.

Ainda segundo Yellen, as oportunidades de investimento global associadas à transição de energia limpa podem gerar US$ 3 trilhões por ano até 2050.

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POR JÚLIA MOURA

Folhapress

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