Num primeiro ataque ao trabalho de um militar, o pré-candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, criticou nesta quarta-feira, 4, a atuação da Agência Nacional de Inteligência (Abin) durante a greve dos caminhoneiros. O órgão é controlado pelo Gabinete de Segurança Institucional, pasta chefiada pelo general Sérgio Etchegoyen.
Em entrevista no final da manhã desta quarta-feira, o presidenciável disse que a agência não informou com antecedência ao Planalto sobre a paralisação nas estradas em maio. “Comigo não teria acontecido o problema dos caminhoneiros, porque a gente teria uma inteligência diferente da praticada hoje em dia pela Abin”, disse. “Vocês podem ver. O brasileiro não tem capacidade de antecipar aos problemas. O prejuízo? É muito maior do que se possa imaginar.”
As críticas de Bolsonaro à Abin ocorreram em entrevista num evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Aos jornalistas, Bolsonaro ainda reclamou dos processos que sofreu por racismo e aproveitou para contar uma história do tempo de capitão do Exército. “Estamos presos ao politicamente correto. No dia 13 de maio, nos quartéis, a gente fazia a pelada entre brancos e afrodescendentes, sem problema nenhum, e ia para a cantina beber Coca-Cola”, relatou. “Estão tirando a nossa alegria de brincar com gaúcho, cearense, de fazer piada com goiano. Não posso fazer mais piadas.”
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