O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, demonstrou neste domingo, 27, preocupação com a paralisação de caminhoneiros no País. Segundo o ministro, com o movimento, que completa sete dias neste domingo, “a economia brasileira está sendo asfixiada. Todos estamos na iminência de um grave conflito social”, relatou em um comunicado. “A saída está na política, mas é necessário algum tempo”.
O ministro admite não saber a resposta ao ser indagado sobre o fim da paralisação, mas que o governo está trabalhando para achar uma saída. “Mas o problema é econômico e político ao mesmo tempo. O governo estuda como atender uma nova pauta de reivindicações enviada por ‘lideranças’ do movimento, mas não se sabe exatamente com quem finalizar esta negociação”, informou Maggi.
Segundo o ministro, “o bom senso deve prevalecer”, com a suspensão por 15 dias do movimento até que haja o abastecimento do País. Maggi cita que fábricas de ração estão paradas e os alimentos não chegam aos animais. “Pelo lado da agricultura e pecuária, as coisas estão fora de controle, bilhões de aves e suínos estão ameaçados de morte por falta de alimentos. Navios (estão) esperando para embarcar mercadorias para a exportação”, explicou.
Por fim, Maggi cita que o Ministério da Agricultura participa do comitê de crise, tenho ouvido todos os lados e “todos têm razão”, relatou “Daí vem a necessidade de uma trégua e de diálogo contínuo sem radicalização”.
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