Marília e cidades vizinhas estão inicialmente enquadradas na ‘fase 2’ (Imagem: Divulgação/Governo do Estado)
Bares, restaurantes e estabelecimentos similares de Marília e região não vão poder reabrir a partir da próxima segunda-feira (1º) – ao contrário de outros cinco setores da economia local. As empresas, segundo determinação do governador João Doria (PSDB), devem seguir funcionando somente por meio de entregas ou retirada de pedidos.
Esse tipo de empreendimento só pode ser reaberto, com restrições, quando a região mudar para da ‘fase 2’ para a ‘fase 3’ do Plano São Paulo. Não existe prazo fixo para que isso ocorra. Marília e cidades vizinhas estão inicialmente enquadradas na ‘fase 2’.
O avanço para uma maior flexibilização vai depender dos índices locais, que serão reavaliados semanalmente e devem ficar estáveis por ao menos 14 dias antes da reclassificação.
Em entrevista ao Marília Notícia nesta quarta-feira (27), quando o plano de reabertura do governo estadual foi anunciado, o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Marília, Sinval Gruppo, avaliou o impacto no setor como “um balde de água fria”.
No dia anterior os vereadores marilienses aprovaram uma lei municipal que autoriza reabertura mais ampla do que o anunciado pelo Estado – inclusive com liberação de funcionamento de bares e restaurantes.
“Nós vamos pressionar o prefeito Daniel Alonso para que ele sancione a lei aprovada pela Câmara e vamos brigar na Justiça para podermos retomar. Ninguém aguenta esperar mais”, disse Sinval.
O entendimento jurídico de consenso, no entanto, é de que as regras municipais dever seguir as normas estaduais. A decisão judicial que determina que a Prefeitura não descumpra as ordens do governador, sob pena de multa diária no valor de R$ 100 mil, segue válida.
“São mais de 1,5 mil estabelecimentos do ramo em Marília, mais de 10 mil trabalhadores. Muitos não vão conseguir reabrir. A suspensão do contrato trabalhista vai vencer e não vamos ter como pagar os funcionários”, comentou Sinval.
Ele deve conversar com o prefeito Daniel Alonso (PSDB) em reunião do Comitê Municipal de Combate à Covid-19 nesta tarde. “Vamos lutar com todas as armas”.
Recentemente comerciantes de Marília, especialmente donos de bares e restaurantes, se articularam para abrir as portas e receber clientes a partir do dia 1º de junho, independente de abrandamento ou não da quarentena decretada no Estado. Nova reunião entre proprietários do ramo deve decidir ações que serão tomadas pelo setor a partir de junho.
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