Regional

Assis divulga lista de vacinados e causa polêmica

A Prefeitura de Assis (distante 75 quilômetros de Marília) começou a publicar, nesta quinta-feira (8), a lista dos moradores que foram vacinados contra a Covid-19 na cidade.

Os nomes foram divulgados em cumprimento a uma lei municipal, aprovada em 22 de fevereiro, de forma unânime pela Câmara de Vereadores. De acordo com a legislação nº 6.893/2021, sancionada em março, o município é obrigado a tornar público os dados sobre os moradores imunizados, com a divulgação do nome completo, data de nascimento, gênero, lote da vacina e o grupo de risco ao qual o cidadão pertence.

A Prefeitura já é detentora das informações e as envia ao Governo do Estado. Contudo, a partir de agora, a administração municipal deve manter a relação dos vacinados atualizada no Portal da Transparência.

O projeto chegou a ser protocolado antes da repercussão do caso do médico de Assis que tomou duas doses de vacinas diferentes por conta própria. Contudo, a polêmica fez com que os vereadores votassem o projeto rapidamente, a fim submeter a campanha municipal de vacinação a um controle maior.

POLÊMICA

A lista foi divulgada ontem e já é alvo de apontamentos. Alguns nomes que constam no documento são questionados por não se tratarem de pessoas que pertencem a grupos prioritários – moradores que teriam furado a fila.

Entre os listados, inclusive, estão membros de toda a família de um empresário da cidade. Todos constam na tabela como trabalhadores da área da saúde.

O Marília Notícia pediu um posicionamento sobre o caso para a administração municipal, que afirmou seguir o Plano Estadual e Federal de Imunização contra a Covid-19. O comunicado diz ainda que o relatório de vacinados está vinculado ao portal VaciVida, do Governo do Estado de São Paulo.

“As doses recebidas pelo Governo do Estado de São Paulo foram repassadas aos órgãos de Saúde de Assis, cuja aplicação do imunizante é realizada de acordo com a relação de nomes dos profissionais fornecida pelos órgãos de Saúde, público e privado, do município, ou seja, órgãos de Saúde (definidos no Plano São Paulo) como clínicas, unidades escolares, entidades de Saúde, hospitais públicos e privados, entre outros que estão na linha de frente de combate à Covid-19, são responsáveis pela relação dos vacinados”, afirma a Prefeitura.

Apesar disso, a nota oficial não esclarece os casos citados na matéria e questionados pela reportagem, e nem diz se os apontamentos serão investigados.

Daniela Casale

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