Política

Em rede social, Lira volta a falar em “reforma do possível”

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), voltou a defender a tramitação de uma reforma tributária enxuta que seja possível de ser aprovada, apenas com a união de impostos federais. Citando o exemplo da reforma previdenciária, aprovada em 2019, Lira disse que, se o Congresso tivesse, naquela ocasião, tentado “fazer a reforma cheia, com Estados e municípios, não sairia do lugar”.

Segundo Lira, por causa da complexidade, a reforma tributária deverá ser aprovada após a reforma administrativa. “O sistema (tributário) do Brasil é muito amplo. Durante muitos anos foi muito pormenorizado por temas e por situações, por regionalizações, por dificuldades geográficas, por amplitudes do tamanho do País.” “Tenho plena convicção de que vamos entregar primeiro a reforma administrativa porque é um tema só”, completou, durante evento promovido pelo jornal Valor Econômico no período da tarde desta segunda-feira, 31.

Entre os pontos que Lira pregou destaque especial no texto de uma reforma tributária estão a delimitação dos limites à Receita Federal de legislar por resolução e a criação, proposta do Ministério da Economia, de novo imposto. Segundo Lira, se a criação de imposto sobre transações digitais fosse usada para bancar programa social robusto, até teria unanimidade no Congresso.

O deputado disse discordar da avaliação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que mais cedo questionou a disposição do Executivo federal em apoiar a reforma administrativa em ano pré-eleitoral.

“Acredito na reforma administrativa e acredito no apoio do governo à reforma administrativa. Foi oriunda dele. Essa versão, veiculada por alguns meios, de que o governo federal e o poder Executivo não apoiarão a reforma administrativa é um contrassenso”, destacou Lira.

Conforme o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) publicou mais cedo, apesar de, publicamente, estar em “campanha” pela aprovação da reforma administrativa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, teria, segundo fontes, confidenciado a Pacheco que o presidente da República, Jair Bolsonaro, não quer a aprovação do texto da reforma administrativa e não trabalhará por ela.

Para o presidente da Câmara, “não haverá pegadinha na Reforma Administrativa” para os servidores atuais. Lira descartou a possibilidade de que o tema possa trazer mudança retroativas para “atacar o direito adquirido de qualquer funcionário público”.

Durante sua fala, Lira também disse ser necessário tratar dos temas “sem versões”. Entre os exemplos, citou o modelo de capitalização da Eletrobras e do Código Florestal. “Temos o melhor Código Florestal do mundo. Se temos um problema de comunicação, esse problema tem que ser resolvido na comunicação, na explicitação de ideias, mas nunca na realidade das leis”, defendeu.

Agência Estado

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