A Apple está oferecendo a pesquisadores de segurança cibernética até US$ 1 milhão para detectar falhas no iPhone, a maior recompensa oferecida por uma empresa para se defender de hackers, em um momento de crescente preocupação sobre governos invadindo dispositivos móveis de dissidentes, jornalistas e defensores dos direitos humanos.
Ao contrário de outras empresas de tecnologia, a Apple anteriormente oferecia recompensas apenas a pesquisadores convidados que tentavam encontrar falhas em seus telefones e em backups na nuvem.
O prêmio de US$ 1 milhão se aplica apenas ao acesso remoto ao kernel, parte mais profunda do sistema operacional, do iPhone sem qualquer ação do usuário do telefone. A maior recompensa anterior da Apple foi de US$ 200 mil por relatórios sobre bugs que podem ser corrigidos com atualizações de software.
A Apple está tomando outras medidas para facilitar a área de pesquisa, incluindo a oferta de um telefone modificado que possui algumas medidas de segurança desativadas.
Várias empresas privadas, como o NSO Group de Israel, vendem recursos de hacking para governos.
Um dos principais componentes das violações são os programas que aproveitam as falhas desconhecidas nos telefones, em seus softwares ou em aplicativos instalados.
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