Brasil e Mundo

Após novo recorde, País atinge média de 100 mortes por hora

Com 3,6 mil óbitos em decorrência da covid-19 em 24 horas, o Brasil atingiu na sexta-feira, 26, um novo recorde de vítimas da doença em um só dia, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. O número equivale a 150 registros por hora ao longo do último dia. O total de mortes pelo novo coronavírus no País chegou nesta sexta-feira a 307.326

Dezenove das 20 maiores marcas de mortes da pandemia até aqui foram alcançadas em março. O número de vítimas desta sexta-feira é o segundo a passar da marca de 3 mil, após 3.158 óbitos terem sido registrados na terça-feira. O Brasil vive o pior momento da pandemia, com avanço nos dados de casos, internações e mortes em decorrência da doença.

A média móvel diária de óbitos ficou em 2.400 nesta sexta-feira – 100 por hora, a maior de toda a pandemia. O dado leva em consideração registros dos últimos sete dias para avaliar a tendência da curva no Brasil. A média está acima de 2 mil desde o dia 17 de março. Na prática, o número indica que 16.801 morreram de covid-19 na última semana, o maior número para um período de sete dias desde o surgimento da doença no País.

Os números desta sexta-feira, reunidos pelo consórcio da imprensa, sofreram influência da alta recorde em São Paulo, que registrou 1.193 óbitos pela doença. No Rio Grande do Sul, o número ficou em 408, seguido por 316 em Minas Gerais. Em Santa Catarina, foram 210 vítimas, e o dado ficou em 200 em Goiás e 195 no Rio de Janeiro.

Vários Estados relataram a inclusão de dados represados – incluindo Goiás, Bahia, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os motivos incluem desde avanços da investigação de óbitos até mudanças no registro do Ministério da Saúde (das quais o governo já recuou) e instabilidade no sistema.

Remédios

Medicamentos para intubação de pacientes com a covid-19 podem faltar em 1.316 municípios do Brasil nos próximos dias. O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), após contato com 2,6 mil prefeituras entre os dias 23 e 25 de março. Metade dos municípios que responderam à pesquisa indicou que há risco iminente de o hospital local ficar sem medicamentos do kit intubação nesta semana. O Fórum Nacional de Governadores já havia alertado para o risco de “um colapso dentro do colapso”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

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