Marília

Após luta contra o câncer, morre defensor Bruno Galvão

Bruno foi vítima do mesmo tipo de câncer que acometeu o ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas (Foto: Redes Sociais)

Depois de tantas causas vencidas, a ação que mais consumiu energias foi contra o câncer. Terminou a luta do defensor público Bruno Haddad Galvão, de 38 anos, contra a doença. A coragem com que batalhou pela vida não surpreendeu; foi só uma amostra da grande força que ele inspirava.

Galvão morreu nesta quinta-feira (17) em São José do Rio Preto (distante 188 quilômetros de Marília), onde vivia atualmente. Graduado pelo Univem, ingressou na Defensoria Pública do Estado de São Paulo em 2008, inicialmente em Bauru (distante cerca de 100 quilômetros de Marília). No mesmo ano regressou para a capital do alimento, onde permaneceu até 2011.

Combativo, com visão humanitária e ampla do Direito, o jovem integrou grupo de defensores atuantes, com grande senso de missão, na defesa das pessoas mais pobres.

Nas palavras do amigo e também defensor Lucas Pampana Basoli, Bruno era pessoa de grande coração, sempre disposto a ajudar o próximo. “Profissional íntegro, correto e justo. Amigo dos mais leais. Ele deixa um legado de fé, força, coragem e amor”, reconhece o advogado.

Bruno deixa a esposa Paula e o filho, Miguel (Foto: Redes Sociais)

Para Fernando Moris, defensor em Marília, o jovem colega era um profissional brilhante, participativo e combativo. “Era comprometido com a instituição. Valoroso como amigo, como pai do Miguel, esposo da Paula. Sempre manifestava muito amor pela família”, conta.

Galvão praticava jiu-jitsu e apreciava animais de estimação. Ele sempre parava para ver o Corinthians em campo, sempre envolvendo a família e os amigos mais próximos, inclusive nos hobbies.

O defensor público foi diagnosticado com o mesmo tipo de tumor que acometeu o ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas – praticamente na mesma época. A luta contra o câncer no estômago teve momentos extremamente difíceis, como a internação no réveillon deste ano, após uma hemorragia.

Em nota, o procurador-geral em exercício, Rafael Pitanga Guedes, se manifestou em nome da instituição.

“Bruno sempre demonstrou zelo e afinco no exercício de sua função como defensor público, com sensibilidade aos direitos da população carente e sendo figura presente em diversos projetos da instituição. São muitas e muitos os profissionais da Defensoria Pública que guardam na memória uma referência sua. Transmitimos nossas condolências a familiares, amigos, amigas e colegas de trabalho.

O corpo de Bruno Haddad Galvão será velado no Jardim da Paz em São José do Rio Preto, e o sepultamento acontece nesta sexta-feira (18) em Itajobi, município próximo, onde nasceu.

Carlos Rodrigues

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