Polícia

Após descobrir furtos, polícia vai apurar se pacientes deixaram de receber anestésico no HC

Produtos tinham identificação do hospital, segundo a polícia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A apreensão de fentanil, um potente analgésico usado em centro cirúrgico, na casa de um funcionário do Hospital das Clínicas (HC) de Marília, durante a operação Grinch, na última quarta-feira (24), deve gerar desdobramentos. A Polícia Civil – no âmbito do inquérito a ser instaurado – vai investigar se algum paciente deixou de receber a droga.

O opioide sintético é indicado para tratar dores intensas e tem uso controlado. É usado para procedimentos médicos invasivos. A apuração irá detalhar se, para sua obtenção ilegal e venda paralela, o homem retirava do estoque do hospital ou mesmo deixava de administrar, após prescrição.

“Nesse caso, pessoas passaram podem ter sofrido dores insuportáveis, para que uma pessoa com acesso privilegiado obtivesse vantagens. Não temos certeza ainda, mas essa hipótese será apurada”, disse a fonte do Marília Notícia.

O site mostrou o caso nesta véspera de Natal. O profissional, que era técnico de enfermagem na instituição, foi preso em flagrante pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Marília.

O HC Famema comunicou oficialmente suspeitas de subtração de medicamentos controlados por parte do homem, que também trabalha na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona sul.

Com base nas informações, a Justiça expediu mandado de busca e apreensão, cumprido pelas equipes do SIG ao final do plantão do suspeito.

Na mochila dele, os policiais encontraram diversos medicamentos de uso controlado pertencentes ao HC, armazenados de forma irregular e sem qualquer prescrição médica.

Entre os itens apreendidos estava o bromazepam, substância psicotrópica constante na Lista B1 da Portaria nº 344/98 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A aquisição da droga exige Notificação de Receita azul.

Na casa do investigado, foram localizados mais medicamentos com identificação do hospital, incluindo códigos de barras e etiquetas patrimoniais, além de caixas de luvas cirúrgicas e dezenas de seringas, todos de origem hospitalar. O material estava guardado no guarda-roupa do suspeito.

Carlos Rodrigues

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