O gerente-geral de Medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes, afirmou nesta sexta-feira que, apesar de o órgão regulador não ter recebido respostas às exigências sobre a vacina Sputnik V, a Agência segue aberta para discussão com a empresa responsável, a União Química, para a avaliação de uso do imunizante.
Na quinta-feira, 11, o governador do Piauí, Wellington Dias, coordenador do Fórum dos Governadores do Brasil na temática vacina, anunciou que nesta sexta-feira deverá ser fechado acordo para a compra de 39 milhões de doses deste imunizante. A decisão foi tomada após reunião dos governadores do Nordeste com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e definiu que os imunizantes serão incorporados ao Plano Nacional de Imunização.
Segundo Mendes, as informações exigidas para o uso emergencial da vacina russa ainda não foram respondidas. De acordo com o gerente da Anvisa, a reguladora e a União Química estão conversando para que haja a divulgação dos requisitos exigidos. “A expectativa é que os próximos passos sejam tomados pela empresa”, afirmou.
Moderna
De acordo com Mendes, a Anvisa não recebeu, até o momento, nenhum pedido de importação, uso emergencial ou registro da vacina da Moderna. Em sua avaliação, a aprovação do imunizante não seria um problema, visto que outros países que compartilham as mesmas especificidades da Agência o aprovaram.
Jansen
A vacina da Johnson&Johnson não teve enviado pedido de uso emergencial ou registro para o Brasil, afirmou Mendes. Em 18 de janeiro, o Diário Oficial da União publicou um certificado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com selo de boas práticas na fabricação da Janssen.
Covaxin
A vacina indiana ainda não apresentou um pedido formal de uso emergencial nem registro. Segundo o gerente da Anvisa, há interesse do laboratório Bharat Biotech em desenvolver estudo clínico em parceria com o Hospital Albert Einstein, de São Paulo
Outras vacinas
Mendes também destacou estudos para a elaboração de vacinas contra a covid-19 que são desenvolvidos por institutos de pesquisa brasileiros como a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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