Brasil e Mundo

Anistia Internacional classifica ação de Israel em Gaza como genocídio

Criança caminha sobre escombros de um prédio bombardeado na Faixa de Gaza (Foto: Reuters)

Uma das principais organizações de direitos humanos do mundo, a Anistia Internacional, publicou nesta quinta-feira (5) um longo relatório de quase 300 páginas classificando como genocídio as ações de Israel na Faixa de Gaza.

Acusado desse crime na Corte Internacional de Justiça (CIJ), por processo movido pela África do Sul, o governo de Tel-Aviv nega as acusações.

Para a Anistia Internacional, o bloqueio de ajuda humanitária, os massacres de grande número de civis e a destruição da maior parte da infraestrutura do enclave palestino, incluindo hospitais, escolas e mesquitas, além das prisões e torturas relatadas, demonstram que há uma intenção deliberada do governo de Israel de praticar genocídio.

Genocídio é o crime de destruir, total ou parcialmente, um grupo de pessoas por sua nacionalidade, etnia, raça ou religião.

“Muitos dos atos ilegais de Israel são, por definição, intencionais, inclusive a detenção arbitrária e ilegal e a tortura. Da mesma forma, a negação e a restrição de ajuda humanitária por parte de Israel foram medidas precisas e deliberadas, sem nenhuma indicação de irresponsabilidade. Ver seus alvos como subumanos é uma característica consistente do genocídio”, afirma o documento.  

A diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, ressalta que o estudo revela que Israel agiu com “incontestável” intenção de destruir os palestinos de Gaza.

“Dentre os atos praticados estão assassinatos, causar sérios danos físicos ou mentais em membros do grupo e a imposição de condições de vida calculadas para provocar sua destruição em Gaza. As denúncias que a Anistia Internacional documentou devem servir de motivação para que a comunidade internacional exija o fim do genocídio”, afirmou a diretora da Anistia no Brasil.

ISRAEL

Ao se defender da acusação de genocídio em Haia, os representantes de Israel afirmaram que há uma “distorção da realidade” por aqueles que os acusam da prática de genocídio em Gaza.

Para o advogado de Israel Tal Becker, a denúncia é “uma difamação destinada a negar a Israel o direito de defender-se, de acordo com a lei, do ataque terrorista sem precedentes que continua a enfrentar e libertar os 136 reféns que o Hamas ainda mantém”. 

Faça parte do nosso grupo de WhatsApp. Entre aqui!

Agência Brasil

Recent Posts

Santa Casa de Marília recebe doação de 210 travesseiros para leitos de internação

Campanha foi organizada pela empresária Márcia Tédde após identificar necessidade da instituição.

12 horas ago

Deputados defendem ampliação do programa de escola cívico-militar em Marília

Adesão de escola da zona norte reforça a atuação de Dani Alonso e Capitão Augusto…

13 horas ago

Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas…

13 horas ago

Polícia investiga suspeita de agressão contra idoso internado após cirurgia em Marília

A Polícia Civil instaurou investigação para apurar um caso de possível violência contra um idoso…

13 horas ago

Prouni 2026: divulgado resultado de nova chamada para o 2º semestre

Estudantes que participam do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo…

14 horas ago

This website uses cookies.