Polícia

Amparo faz transexual agredida criar coragem e denunciar crime

Advogado André Lisque, Kelly Fernandes e Cin Falchi, após o registro do boletim de ocorrência na CPJ em Marília (Foto: Divulgação)

A transexual Kelly Fernandes, de 32 anos, agredida por três rapazes na última terça-feira (12), criou coragem graças ao amparo que tem recebido após repercussão do caso e denunciou o crime à Polícia Civil. Na tarde desta sexta-feira (15), a vítima registrou um boletim de ocorrência de injúria na Central de Polícia Judiciária (CPJ). O caso foi divulgado com exclusividade pelo Marília Notícia.

Vítima da covarde agressão praticada por três ocupantes de um veículo Volkswagen Gol, Kelly conta que uma amiga viu os vídeos divulgados pelos próprios agressores em um grupo na quarta-feira (13) e mandou uma mensagem, perguntando se estava tudo bem. No dia seguinte, após a publicação no Marília Notícia, o caso ganhou repercussão e ela não parou mais de receber ligações e textos de apoio e repúdio ao ato.

“São milhares de mensagens chegando. Todo mundo se solidarizando comigo, perguntando como estou e dizendo que o caso não pode ficar impune. Cada minuto eu recebo pelo menos cinco mensagens no meu celular”, afirma a transexual.

Após o apoio encontrado com a repercussão do caso, Kelly Fernandes recebeu o contado da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, que a acompanhou até a CPJ para o registro do boletim de ocorrência, na companhia do advogado André Lisque e do defensor da causa LGBTQIA+, Cin Falchi. A vítima também está recebendo assistência do Núcleo de Transmasculinidades da Rede Família Stronger. Com todo suporte recebido nas últimas horas, a coragem veio.

Agora, com o registro do boletim de ocorrência, a Polícia Civil passa a investigar a autoria do crime de injúria racial, tentando descobrir quem foram os autores. Além das imagens feitas pelos próprios acusados, imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos do local em que o caso aconteceu devem auxiliar os investigadores na identificação dos suspeitos.

Quem tiver qualquer informação sobre a autoria do crime pode ligar para o disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos, ou para o telefone 181 da Polícia Civil, para denunciar o caso de forma anônima.

Alcyr Netto

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