A Amazon vende em sua plataforma milhares de produtos sem certificação de segurança. É o que revelou uma investigação do Wall Street Journal: a reportagem identificou mais de 4 mil produtos irregulares, incluindo brinquedos e medicamentos que eram vendidos sem os devidos avisos sobre os riscos de saúde a crianças.
Além disso, foram encontrados produtos declarados como inseguros por agências federais, itens sem rótulos e até mercadorias banidas por reguladores.
Em postagem em seu blog, a Amazon afirmou que exige que os produtos vendidos em sua plataforma estejam de acordo com “regulações e leis relevantes”. A empresa também afirma que usa ferramentas automatizadas para identificar produtos irregulares.
De acordo com o Wall Street Journal, após a reportagem, a Amazon removeu ou mudou a descrição de metade dos produtos problemáticos.
A investigação mostra a dificuldade da Amazon de fiscalizar os milhões de fornecedores que expõem produtos em sua plataforma. Legalmente, a Amazon não é responsável pelos itens de terceiros vendidos no marketplace.
Um caso em junho de 2018 é exemplo disso: um veículo hoverboard comprado no site da Amazon explodiu e incendiou a casa de uma famíla, e a empresa não foi sofreu nenhum tipo de punição. “O papel da Amazon na transação era fornecer um mecanismo para facilitar a troca entre a parte interessada em vender o produto e o indivíduo que procurava comprá-lo”, escreveu o juiz responsável pelo caso.
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