Marília

Alzheimer é tema de palestra no Cras Teotônio Vilela

A iniciativa faz parte do “Setembro Lilás”, mês de conscientização sobre a doença.

A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, realizou nesta terça feira (11) palestra com o geriatra Dr. Valdeci Oliveira Santos Rigolin, com o tema sobre o mal de Alzheimer no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Teotônio Vilela.

Os públicos alvos foram os grupos de serviços de convivência, fortalecimento de vínculos de idosos, grupo de atividade física em parceria com o Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) e comunidade.

A iniciativa faz parte do “Setembro Lilás”, mês de conscientização sobre a doença de Alzheimer.

O objetivo da palestra para os idosos foi orientar sobre a doença e foi aberta uma roda de perguntas na qual os idosos participaram juntamente com o Dr. Rigolin.

Para a Maria Rios, aposentada de 68 anos e moradora da comunidade da zona sul, fez a primeira pergunta, dizendo que a mãe dela anda esquecida e queria saber qual a idade pode ser detectado que o Alzheimer está chegando.

Com mais de 20 anos de estudos no assunto, o médico Dr. Rigolin diz que os estudos mais recentes projetam a incidência de Alzheimer na proporção entre 1% e 2% para a população a partir dos 60 anos.

Na faixa etária a partir de 70 anos, este percentual já fica entre 2% e 3%. Nas pessoas que já completaram 80 anos, a doença ocorre em pelo menos 5% dos indivíduos.

ALZHEIMER

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e é incurável, mas que pode ser tratada. Os neurônios em certa parte do cérebro são destruídos, o que pode levar a déficits nas funções cognitivas, atividade motora e comportamento.

São três estágios da doença, no qual a primeira é o esquecimento leve, dificuldade de encontrar palavras e de se lembrar de acontecimentos recentes. Na medida em que o Alzheimer progride há uma perda total de autonomia do paciente e fica incapaz de reconhecer pessoas, lugares e objetos. Já na fase terminal, o paciente pode ficar de 10 a 20 anos acamado.

A coordenadora do Cras Teotônio Vilela, Cláudio Scalco, destacou a palestra. “É muito importante para que possamos tirar dúvidas e orientar os nossos usuários do Cras para que, se tiverem algum sintoma da doença, procurar um especialista”.

A secretária municipal da Assistência e Desenvolvimento Social, Wania Lombardi, agradece à comunidade e aos idosos do Cras Teotônio Vilela em participarem da palestra. “Foi fundamental a participação de todos. Eles puderam tirar dúvidas e obterem mais informações sobre a doença. Agradeço também à disponibilidade do Dr. Rigolin, que aceitou o convite para participar.”

Amanda Brandão

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