Ajeka, no centro da mesa, ouviu de Alysson Alex que tem assessor lobista em seu gabinete (Foto: Divulgação)
Quente desde o início, a primeira reunião com depoimento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada para apurar a gestão da pandemia na cidade, “pegou fogo” nos minutos finais, nesta sexta-feira (21).
O assessor especial do gabinete do prefeito Daniel Alonso (PSDB), Alysson Alex, acusou o presidente da Comissão, o vereador Elio Ajeka (PP), de manter um lobista – mediador entre empresas e o Poder Público – em seu gabinete.
O funcionário supostamente teria tentado fazer negociação com a Prefeitura. “Convoque o secretário da Saúde para o povo de Marília saber a verdade, que seu assessor é lobista e foi oferecer máscara para a Saúde, em tempo de pandemia”, apontou Alysson.
Em seguida, dirigindo-se a um grupo de jornalistas, o assessor especial de Daniel – braço direito do prefeito para assuntos jurídicos e políticos – afirmou acreditar que Ajeka não tocaria no assunto durante sessão, porque “sabia ser verdade” a tentativa de negócio, de forma indevida, praticada pelo assessor.
Vale lembrar que o secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto Júnior, poderá responder pessoalmente e publicamente, caso a pergunta seja feita, quando estiver diante dos integrantes da CPI e da imprensa.
O Marília Notícia apurou que a denúncia – ainda não formalizada – aponta para o assessor Davi Yoshida, também advogado e desafeto de Alysson.
A fala do assessor de Daniel foi a mais dura de uma série de embates diretos com Ajeka. O primeiro deles ocorreu quando o vereador tentou impor o tempo máximo de cinco minutos para que o prefeito Daniel Alonso respondesse às perguntas.
NOTIFICAÇÃO
A reportagem do MN teve acesso a uma notificação extrajudicial encaminhada por Alysson ao presidente da CPI. O documento solicita que o vereador se retrate e “preste os devidos esclarecimentos” sobre diversas situações, bem como adote as devidas providências para “total lisura na condução da CPI, sob pena de medidas judiciais cabíveis.”
Dentre as considerações apontadas, o assessor especial afirma que teve a palavra censurada publicamente na sessão da CPI desta manhã; que as foram feitas falsas acusações contra ele, inclusive de agressão física; e que Ajeka teria determinado a extração de fatos reais que ocorreram e foram ditos na reunião da CPI nesta manhã da ata da reunião.
“Ao ser confirmado [os fatos] em depoimento deverá o vereador ora notificado pedir renuncia do cargo de presidente da CPI ou solicitar a exoneração de seu assessor”, solicita Alysson na notificação.
OS CITADOS
O MN procurou Ajeka e Yoshida para questionar sobre a acusação, visando a venda de produtos para a Saúde, mas nenhum deles respondeu ao site.
O secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto Junior, disse que “se convocado, irá se pronunciar sobre ‘isso e muitas coisas'”. Ele disse ter estranhado alteração na ordem dos depoimentos, inicialmente prevista.
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