Os estudantes do Diretório Acadêmico Christiano Altenfelder protocolaram um ofício pedindo esclarecimentos à direção da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) e à administração do Hospital das Clínicas (HC) sobre uma série de demandas, incluindo condições de trabalho e atendimento aos pacientes. No documento, o grupo aponta um cenário classificado como de “desmonte” das duas instituições.
Segundo os estudantes, a situação atual tem impacto direto na qualidade do ensino, nas condições de trabalho e na assistência prestada. Entre as principais preocupações está a possível desativação do setor de cirurgia de cabeça e pescoço do hospital-escola, considerado essencial para a formação prática, sobretudo nos anos finais do curso de medicina.
De acordo com o ofício, a discussão sobre o possível encerramento do serviço ocorreu sem a participação dos discentes, o que motivou críticas quanto à falta de transparência e diálogo.
Outro ponto destacado é a infraestrutura destinada ao ensino no complexo hospitalar. Os estudantes relatam redução de salas de discussão clínica e de espaços de descanso para internos, o que, segundo o diretório, compromete o processo de ensino-aprendizagem. Também foram citadas dificuldades enfrentadas por alunos do curso de enfermagem, que, conforme o documento, não dispõem de ambientes adequados.
A alimentação durante o estágio obrigatório também foi alvo de críticas. O diretório afirma que internos de medicina passaram a ter acesso restrito ao refeitório, condicionado a jornadas mínimas de oito horas — regra que, segundo os alunos, inviabiliza o benefício na prática. Já estudantes de enfermagem, de acordo com o relato, não contam com garantia de alimentação durante as atividades no hospital.
Além das condições estruturais, o ofício aborda questões institucionais, como a política de inclusão da Famema, considerada limitada em comparação com outras universidades públicas paulistas, e a ausência de políticas de permanência estudantil, como moradia e restaurante universitário.
Os estudantes também criticam a baixa representatividade discente em instâncias decisórias, como a Congregação, e apontam insegurança quanto ao plano de carreira de docentes concursados.
O diretório cobra ainda maior integração entre a Famema e o HCFamema, indicando um distanciamento crescente após a separação administrativa. Segundo os alunos, decisões que afetam diretamente a formação acadêmica têm sido tomadas sem consulta ao corpo discente.
Diante das reivindicações, os estudantes solicitaram uma reunião com as direções das instituições para discutir soluções. O documento menciona ainda a possibilidade de paralisação das atividades acadêmicas caso não haja avanços nas negociações.
Outro lado
Em nota, a diretoria geral da Faculdade de Medicina de Marília e presidência do Hospital das Clínicas afirmam que agendarão para a próxima semana reunião com representantes das duas autarquias e dos diretórios acadêmicos – Daca e DAFC para tratar das propostas elencadas pelas instituições e diretórios.
A presidência do HCFamema informa ainda que, neste momento, haverá uma reunião com o diretor geral da Famema para a discussão das solicitações.
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