Polícia

Adolescente é detido após invadir escola com faca e atacar funcionário

Um adolescente de 14 anos foi encaminhado à Polícia Civil e apreendido por determinação da Justiça na manhã desta quarta-feira (8) após invadir uma escola estadual no Jardim Santa Antonieta, armado com uma faca de cozinha. O alvo seria um funcionário da unidade.

O caso foi classificado pela polícia como ato infracional equivalente aos crimes de ameaça e lesão corporal. Por se tratar de menor, o jovem foi encaminhado à Fundação Casa.

Relatos de testemunhas apontam que o adolescente pulou o muro da escola e passou a correr atrás do inspetor, que tentou fugir e acabou caindo, sofrendo escoriações no braço e na mão. O trabalhador também torceu o tornozelo.

Ele foi socorrido à Unidade de Pronto Atendimento da zona norte. Imagens das câmeras de segurança, entregues à polícia, mostram o momento da perseguição. Um segurança aparece tentando impedir o adolescente.

‘ACERTAR AS CONTAS’

Segundo funcionários, o jovem havia dito que buscaria uma faca para “acertar” o funcionário — o que ocorreu minutos depois.

Após a chegada da Polícia Militar, o adolescente havia fugido novamente pelo muro voltado para a rua Joaquim Francisco Belomo. As equipes localizaram o endereço do menor e seguiram até a residência.

Na casa, os policiais encontraram as roupas utilizadas no ato escondidas sob brinquedos, além de tênis e boné. A faca foi localizada entre utensílios domésticos.

A mãe do adolescente acompanhou a condução à Central de Polícia Judiciária (CPJ), junto com representantes da escola.

O caso repercutiu como grave na polícia. O delegado responsável representou pela internação provisória do adolescente com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê o afastamento como medida socioeducativa quando ocorrem atos com grave ameaça ou violência.

A reportagem questionou a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) sobre providências da pasta. Em nota, houve repúdio ao ato do jovem.

“A Unidade Regional de Ensino (URE) de Marília e a direção da E.E. Professor Benito Martinelli repudiam veementemente a incitação à violência. A equipe gestora interveio imediatamente, conteve o estudante e acionou os responsáveis, a Polícia Militar e o Conselho Tutelar”, informou.

“Um boletim de ocorrência foi registrado. O agente de organização escolar foi acolhido pela direção da escola, recebeu atendimento médico e passa bem”, acrescentou a Seduc.

Por fim, a pasta informou que a “URE de Marília disponibilizou um profissional do programa Psicólogos, e segue à disposição das autoridades e da comunidade escolar para os esclarecimentos necessários”.

Carlos Rodrigues

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