Marília

Alta nos preços de alimentos e combustíveis também atinge Marília

Componentes de peso no orçamento familiar estão mais caros (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

Puxada pelo preço dos alimentos e da gasolina, a inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,24% em agosto – a mais alta para o mês desde 2016, embora tenha desacelerado em relação a julho (0,36%).

A situação tem pesado no bolso também dos marilienses na hora de comprar esses itens, dois dos principais componentes do orçamento familiar, principalmente nas famílias mais pobres.

O Marília Notícia conversou com representantes de dois destes setores, para entender o impacto na população local.

Bruno Kawakami, diretor regional da Associação Paulista de Supermercados (Apas), afirma que a aceleração da inflação de produtos básicos acontece em todo o país e em Marília não é diferente.

Na cidade, de acordo com ele, o preço do óleo de soja e do arroz é o que mais chama a atenção.

“Estamos percebendo um pouco de queda no consumo, mas o cliente também passa a comprar de marcas mais baratas e também pesquisa mais”, disse Bruno em entrevista ao site.

Comida básica

De acordo com a Apas,  o arroz e feijão estão perdendo cada vez mais espaço na mesa dos brasileiros em função do aumento das exportações destes produtos e suas matérias-primas.

Tudo isso acontece em decorrência da alta do dólar e desvalorização do real, o que torna a exportação mais vantajosa para produtores brasileiros e torna as importações mais caras.

O aumento do preço, portanto, significa a redução da oferta local.

O IPCA aponta que o arroz, o óleo e o feijão estão com aumento acumulado médio em 18,85% no ano, número quase quatro vezes maior que o índice geral de preços dos alimentos (5%).

Combustíveis

Em relação ao preço do etanol e da gasolina, a reportagem conversou com presidente regional do Sindicato Comércio Varejista Derivados Petróleo Estado São Paulo (Sincopetro), Gustavo César da Silva.

De acordo com ele, apesar da demanda reprimida pela pandemia em torno de 20% do consumo, que seria considerado normal, “toda semana a Petrobras e as usinas aumentam o preço cobrado”.

“Os postos estão com dificuldade para bancar a operação, pois não está tendo consumo e o preço não para de subir”, comenta Gustavo.

De acordo com ele, o preço médio do etanol para o consumidor final está em aproximadamente R$ 2,49.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP) em meados de junho o valor médio praticado pelo derivado da cana-de-açúcar era R$ 2,39. Nos período, o aumento foi de 4,74%.

No mesmo período, o preço médio da gasolina na bomba soltou de R$ 3,74 para R$ 3,96 – segundo dados mais recentes disponíveis – o que representa aumento de 5,65%.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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