Brasil e Mundo

Além de Lula, mais 12 condenados já podem sair da cadeia

Os ministros do Supremo decidiram por 6 votos a 5 nesta quinta, 7, que é inconstitucional a prisão após condenação em segunda instância e, assim, abriram caminho para a soltura de ao menos 13 presos da Lava Jato, entre ex-executivos de empreiteiras, doleiros e ex-dirigentes da Petrobras, além do ex-presidente Lula, condenado no Superior Tribunal de Justiça a 8 anos, 10 meses e 20 dias no caso do triplex do Guarujá.

Na manhã desta sexta, 8, a defesa do petista protocolou o pedido de liberdade do ex-presidente na Justiça Federal em Curitiba.

O Conselho Nacional de Justiça informou que a decisão do Supremo impactará, ao todo, 4.895 pessoas com condenação em segunda instância em todo o País. Entre eles, réus da Lava Jato.

A expectativa é que presos notórios da maior operação já deflagrada no País contra a corrupção poderão ser soltos a partir do julgamento do STF que se prolongou por cinco sessões plenárias e foi concluído nesta quinta, 7, com o entendimento de que o réu aguardará em liberdade e só começará a cumprir pena após esgotados todos os recursos – o chamado trânsito em julgado

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (governo Lula) está no grupo que pode ser solto. Atualmente, ele cumpre pena no Complexo Médico-Penal de Pinhais de 30 anos, 9 meses e 10 dias por corrupção e lavagem de dinheiro. Seu irmão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, também pode deixar a prisão, mesmo condenado a 10 anos, 6 meses e 23 dias.

Outro encarcerado em Pinhais é Gerson Almada, ex-executivo da empreiteira Engevix. Ele foi condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro a 34 anos e 20 dias.

Renato Duque, indicação política do PT para a diretoria de Serviços da Petrobras em 2003 e que rebelou-se contra devassa da Polícia Federal em sua casa, em 2014, poderá pedir a soltura após a decisão do STF. Suas penas somadas chegam a 123 anos e 11 meses de prisão.

Outros protagonistas das ações penais da Lava Jato serão alcançados pela decisão do Supremo, mas já estão fora da prisão. É o caso, por exemplo, do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto que ganhou o benefício do regime semiaberto com tornozeleira eletrônica no começo de setembro, por decisão da juíza Ana Carolina Bartolamei Ramos, da 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba.

Nem todos os condenados da Lava Jato vão poder deixar a prisão, uma vez que são alvo de decretos de prisão preventiva.

É o caso do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB/RJ). Ele cumpre, além de condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), prisão preventiva desde outubro de 2016 por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Também é o caso do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro.

Agência Estado

Recent Posts

Unimar realiza 15ª edição da Sipat e reforça ações de prevenção no trabalho

Iniciativa integra o calendário institucional e reúne colaboradores em uma programação voltada à conscientização (Foto:…

20 minutos ago

Quintana apresenta novos equipamentos e autoriza obras no Centro de Fisioterapia

Ações, segundo a Prefeitura, integram um conjunto de investimentos (Foto: Divulgação) O governo de Quintana…

20 minutos ago

Justiça pronuncia a júri acusada de atear fogo e matar companheiro em briga por crack

Uma sentença de pronúncia da 2ª Vara Criminal de Lins determinou que a mulher de…

20 minutos ago

Acusado de homicídio após discussão em Ocauçu vai a júri popular, decide a Justiça

Hiago Santos foi morto com um tiro em Ocauçu (Foto: Divulgação) A Justiça de Marília…

20 minutos ago

Juíza adia júri de acusado da ‘Guerra do Tráfico’ e remarca julgamento para setembro

A Justiça de Presidente Prudente - onde ocorrem os julgamentos do caso - decidiu adiar…

20 minutos ago

Campanha da PM Rodoviária entrega 880 fraldas geriátricas a lar de idosos em Marília

Entidade beneficiada foi a Casa do Caminho, que atende população idosa (Foto: Divulgação/PMSP) A campanha…

20 minutos ago

This website uses cookies.