DF - SEGURANÇA PÚBLICA/CARDOZO/SUDESTE - POLÍTICA - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na sede do Ministério da Justiça, em Brasília, nesta quarta-feira. O ministro José Eduardo Cardozo se reuniu com governadores dos Estados do Sudeste para discutir a implementação de uma estrutura permanente para realizar operações integradas entre as polícias estaduais e federal, com foco no combate ao crime organizado e à violência. 07/01/2015 - Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira, 18, que um apoio do presidente Michel Temer e seu partido, o MDB, à sua candidatura seria “extremamente honroso e importante” nestas eleições. O tucano, no entanto, ressaltou que a legenda também tem candidato e que seria “indelicado” falar em alianças nesse momento.
“Apoio (de Temer seria) extremamente honroso e importante. Agora, o partido do presidente tem candidato, que é o dr. Meirelles”, disse Alckmin, que participou pela manhã de um encontro no Instituto de Engenharia, na capital paulista.
Questionado se o apoio do MDB seria bem-vindo caso a candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles seja retirada, o ex-governador disse preferir não avaliar “hipóteses”. “Seria até indelicado”, comentou.
Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, Temer foi cobrado por empresários e banqueiros, na ultima sexta-feira, 15, a oferecer um apoio mais incisivo a Alckmin. O tucano era o candidato preferido entre os presentes ao jantar oferecido por Rubens Ometto, dono do grupo Cosan, mas ainda patina nas pesquisas. Segundo pessoas presentes no encontro, Temer teria se comprometido a se empenhar para unir o centrão em torno do ex-governador.
O próprio Alckmin, no entanto, tem dado indicações dúbias sobre como lidaria com um apoio emedebista. Em entrevista à radio Eldorado na ultima sexta-feira, Alckmin repetiu que não conversa com partido que tenham candidato nesse momento e afirmou que não pretende defender o legado do atual governo.
Pesquisa
Questionado sobre uma pesquisa interna do PSDB que teria mostrado que parte do eleitorado paulista ainda não tem confiança de que realmente será candidato à Presidência, Alckmin disse desconhecer o levantamento. “Agora, se for verdade, é uma boa notícia, porque como vamos ser candidatos, então vai crescer muito (a intenção de voto)”, comentou.
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