Política

Alas do PT já brigam por liderança da bancada em 2024

Passada a posse de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência, a bancada do PT na Câmara entra agora em uma disputa para definir quem vai liderar o partido na Casa nos próximos anos. De um lado, o grupo majoritário da legenda já definiu que o deputado Zeca Dirceu (PR) será o líder em 2023 e quer Odair Cunha (MG) no comando da bancada em 2024. Do outro, tendências minoritárias do partido aceitam Dirceu na liderança neste ano, mas querem definir um acordo para que Lindbergh Farias (RJ) seja o líder em 2024.

Uma reunião da bancada está marcada para hoje, a fim de tentar chegar a um consenso. Lindbergh disse ao Estadão que “não existe acordo” e que Zeca Dirceu não será líder neste ano se a corrente dominante do PT insistir em ter Odair Cunha em 2024. O deputado do Paraná também confirmou o cenário de indefinição. “Será quinta-feira à tarde (a escolha do novo líder), apenas em razão da indefinição sobre o segundo ano da liderança”, afirmou

O PT tem dentro de sua estrutura um conjunto de tendências internas, que costumam disputar os espaços de representatividade da legenda, como lideranças no Congresso e a própria presidência do partido. A corrente hegemônica se chama Construindo Um Novo Brasil (CNB) e tem representantes como a presidente da legenda, deputada Gleisi Hoffmann (PR).

Apoiado pela CNB, Zeca Dirceu, o provável novo líder neste ano, é filho do ex-deputado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que perdeu os dois cargos após ser atingindo pelo escândalo do mensalão. Odair Cunha, o nome da CNB para liderar a legenda em 2024, é deputado federal desde 2003.

Correntes

Lindbergh já foi líder do PT no Senado e faz parte da tendência petista Resistência Socialista, na qual também estão presentes os ministros de Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta. A corrente majoritária do partido chegou a acenar com a possibilidade de os grupos minoritários terem espaço na Mesa Diretora da Câmara, mas o grupo alternativo quer insistir no acordo para ter a liderança no segundo ano do mandato de Lula.

Divergências internas dessa espécie são comuns no PT. O próprio Lindbergh esteve envolvido em uma disputa parecida quando concorreu a presidente da legenda contra Gleisi em 2017. A deputada foi escolhida naquele ano para representar o partido nacionalmente e permanece no cargo até hoje. Atualmente, ela e o deputado do Rio são namorados.

Dentro do partido foi avaliada a possibilidade de Lindbergh ser secretário-geral, cargo que vai ficar vago com a escolha do atual ocupante, Paulo Teixeira, para o Ministério de Desenvolvimento Agrário. Apesar disso, o próprio deputado descarta assumir a função para evitar que isso seja associado à sua relação com Gleisi.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Recent Posts

Comércio de Marília amplia horário e prepara campanha para o Dia dos Pais

Efetivo policial foi reforçado nas ruas do comércio de Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia) O…

2 horas ago

Nova Policlínica de Marília aguarda ajuste técnico para início das obras

Construção foi anunciada em junho, mas aditivo contratual ainda precisa ser concluído.

2 horas ago

Unimar abre inscrições para mais de 25 cursos de especialização e MBA em 2026

Cursos são voltados à qualificação profissional e incluem áreas como IA, Saúde e Direito.

2 horas ago

Unimar amplia segurança no campus com desfibrilador e capacitação

Capacitação busca preparar equipes para uma resposta rápida em casos de parada cardiorrespiratória (Foto: Divulgação)…

2 horas ago

Marília promove pré-conferências para discutir direitos da criança e do adolescente

Encontros descentralizados começam em 11 de agosto e vão subsidiar a conferência municipal no fim…

2 horas ago

This website uses cookies.