Polícia

Ajudante é condenado a mais de 13 anos em Marília por matar preso da ‘saidinha’

Um ajudante geral, de 33 anos, foi condenado nesta quarta-feira (17) a 13 anos e seis meses de reclusão em regime fechado pelo crime de homicídio qualificado, além de dois anos de prisão por porte ilegal de arma de fogo.

O julgamento ocorreu no Fórum de Marília e foi presidido pela juíza Josiane Patrícia Cabrini Martins Machado, da 1ª Vara Criminal.

Após a leitura da sentença, a magistrada expediu mandado de prisão preventiva, cumprido ainda dentro do Fórum por policiais militares. O réu foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) e deverá ser transferido para uma penitenciária da região.

CRIME

Segundo denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), o crime aconteceu em 27 de dezembro de 2015, no Jardim Universitário, zona oeste da cidade. A vítima, Wellington Marcelino Clementino de Souza de 31 anos, estava em saída temporária de Natal e Ano Novo.

Os dois teriam se desentendido por motivo banal. O autor efetuou disparos de arma de fogo contra Souza, sem atingi-lo, e depois o perseguiu, desferindo golpes de faca que causaram sua morte no local.

Mais tarde, naquela mesma noite, ele foi localizado pela Polícia Militar no Jardim Veneza, após tentar se desfazer do revólver e da faca usados no crime.

Em depoimento, o réu admitiu a autoria do assassinato, alegando ter sido ameaçado de morte pela vítima dias antes.

No Tribunal do Júri, os jurados acolheram a acusação apresentada pelo MP, representado pelo promotor Rafael Abujamra. A defesa, feita pelos advogados Carlos Eduardo Thomé e Laura Antônio de Souza, pediu o reconhecimento do homicídio privilegiado.

CONDENAÇÃO

Com a decisão, o réu deverá cumprir pena em regime fechado. A condenação pelo porte ilegal de arma de fogo teve prescrição reconhecida parcialmente pela defesa, mas foi somada à pena principal, com validade de multa aplicada.

Carlos Rodrigues

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