O Facebook finalmente vai liberar globalmente sua ferramenta de limpeza de histórico. O anúncio foi feito no blog da empresa por Mark Zuckerberg, presidente executivo da rede social, nesta terça-feira, 28, em que se comemora o Dia da Privacidade. Anunciada pela empresa no começo de 2018, em meio ao escândalo da consultoria Cambridge Analytica, a funcionalidade já está disponível para todo o mundo, e permite que os usuários escolham quais de seus dados pessoais o Facebook pode armazenar.
Para acessar o recurso, o usuário deve abrir o app do Facebook e procurar pela aba de “Configurações e Privacidade”. Ela está disponível ao acessar a última aba do app, no canto direito superior, identificada por três riscos horizontais paralelos. Depois de clicar neste item, o usuário deve clicar em “Configurações”. Um novo menu se abrirá. Nele, é preciso procurar por “Atividade Fora do Facebook”. Aí, o app mostra todos os aplicativos que recolhem dados pessoais dos usuários e os enviam para o Facebook. Se optar por limpar o histórico, os dados de navegação serão dissociados da conta do Facebook. É possível ainda personalizar a lista de apps e empresas que dão ao rede social acesso às informações.
A ferramenta mostra que o Facebook vigia as atividades dos usuários mesmo quando o aplicativo da rede social está fechado. A empresa consegue saber quando você acessa um aplicativo ou um site e usa essas informações para afinar o seu direcionamento de anúncios na plataforma. “Outras empresas nos enviam informações sobre sua atividade nos sites deles e usamos essas informações para mostrar anúncios relevantes para você”, disse Zuckerberg no blog da empresa. “Agora você pode ver um resumo dessas informações e limpá-las da sua conta, se quiser”.
A funcionalidade foi primeiro anunciada em maio de 2018, na F8, conferência de desenvolvedores realizada pelo Facebook todos os anos na Califórnia. Na época, a empresa estava sob ataques globais por não conseguir proteger a privacidade de seus usuários – no escândalo Cambridge Analytica, a consultoria política que atuou na campanha de Donald Trump utilizou indevidamente dados de 87 milhões de contas da rede social.
Na época, Zuckerberg prometeu que a ferramenta seria lançada “nos próximos meses”. Ela só começou a ser testada um ano mais tarde, na Irlanda, Coreia do Sul e Espanha. A explicação para a demora, segundo Zuckerberg, foi que o Facebook teve que “reconstruir alguns dos sistemas” envolvidos na ferramenta. A ferramenta foi considerada, durante muito tempo, como uma das principais mudanças que a rede precisava fazer em prol da privacidade dos usuários.
Além disso, o Facebook informou que outras medidas em relação a privacidade serão acionadas ao longo das próximas semanas. Uma delas é um lembrete de verificação de segurança que a rede social vai emitir, gerando um alerta para que o usuário revise suas configurações de perfil e aplicativos conectados com a conta do Facebook. Uma outra atualização diz respeito ao login em outros aplicativos via Facebook. A intenção é aumentar as verificações para melhorar a segurança de quem acessa múltiplas contas.
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