Marília

Agentes de saúde não conseguem vistoriar metade dos imóveis

Imóveis fechados ou recusa da população estão entre os motivos das pendências (Foto: Divulgação)

Em meio a uma aceleração no número de casos de dengue em Marília, os agentes da Secretaria da Saúde do município e trabalhadores terceirizados, têm enfrentado dificuldades para vistoriar imóveis em todas as regiões da cidade.

Metade das casas, estabelecimentos comerciais e prédios onde funcionam outras atividades, estão pendentes de vistoria segundo dados oficiais do Sistema de Informações da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen).

Os funcionários do serviços público dão com a cara na porta em um a cada dois endereços visitados com o objetivo de controle dos criadouros do Aedes aegypti.

Os motivos são imóveis fechados, habitações desocupadas ou abandonadas e recusa da população em receber os agentes, que tomam todas as medidas de prevenção ao novo coronavírus.

Isso acontece em meio a um aumento de 25 para 49 casos de dengue confirmados em Marília nos últimos sete dias. Os números são piores do que os registrados no mesmo período do ano passado.

Em partes de alguns bairros a situação é bem mais grave do que no restante da cidade, com a grande maioria das vistorias terminando frustrada.

O pior caso é de algumas áreas do bairro São Miguel, na zona Norte de Marília, em que quase nenhum imóvel tem a vistoria concluída. Mais especificamente, 93,17% dos endereços visitados duas vezes pelos funcionários a serviço da administração municipal continuam pendentes do controle de criadouros.

Algumas regiões do Vida Nova Maracá estão com 85,9% dos imóveis pendentes. Situações preocupantes também envolvem algumas áreas do Nova Marília (83,2%), Julieta (78,47%), Chico Mendes (72,43%), Rosália (67,22%), Cascata (62,75%), Novo Horizonte (61,44%), Bandeirantes (60,81%), Jardim Marília (59,92%), Marina Moretti (58,27%), Marina Moretti (56,28%), Alto Cafezal (56,14%) e Aeroporto (55,67%).

Vale lembrar que a administração municipal conta com 21 funcionários da empresa Sime Prag, com sede na cidade de Rio das Pedras (SP), vencedora do processo licitatório, que além de auxiliar nas ações preventivas, atua também na aplicação de inseticida, trabalhando devidamente uniformizados e com o crachá de identificação da empresa.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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